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Registados mais 300 casos de derrame de combustível

Mais de 300 casos de derrame de combustível no mar e em terra foram registados de Janeiro a Dezembro do ano transacto pelo Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) que, no mesmo período, detectou ainda a ocorrência de 42 incêndios, envolvendo materiais perigosos em várias províncias do país.

A informação foi avançada ontem à imprensa pelo chefe do departamento de Táctica do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiro (SNPCB), Manuel Francisco, que falava à margem do “Seminário nacional de segurança na comercialização, transporte e utilização de combustíveis em Angola”.

O seminário, promovido pelo Instituto Tecnológico de Gás de Angola, em parceria com o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, serviu para dar a conhecer aos proprietários de estabelecimentos comerciais a importância da adopção de medidas de auto protecção, destinadas a salvaguarda da vida e do património.

O comandante do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), comissário-geral bombeiro, Bênção Cavila, explicou que, para os efectivos da corporação, quando estão perante um incêndio, o êxito da extinção ou contenção depende do tempo operativo que deverá situar-se entre cinco e 10 minutos.

Disse que qualquer tentativa de se evitar danos avultados ao património público ou privado passa por medidas preventivas de segurança, com vista a reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios.

Por isso, Bênção Cavila considera fundamental a disseminação de informações sobre boas práticas no âmbito da segurança, para reduzir os incêndios, quando ocorre uma intervenção eficaz das forças de segurança.

“Trata-se de uma tarefa que deve ser bem acompanhada com envolvimento das populações, sensibilizando-as sobre as formas de prevenção de sinistros e calamidades naturais, de modo a garantirmos uma sociedade cada vez mais tranquila e pacífica”, disse.

Bênção Cavila sublinhou que o trabalho de prevenção levado a cabo pelos parceiros permitirá poupar recursos humanos, materiais e financeiros ir reduzindo o impacto dos acontecimentos, além de ajudar a preservar várias vidas.

O director-geral da em-presa de transporte de mercadoria (Modus Transportes) admitiu que boa parte dos motoristas que conduzem camiões-cisterna e basculantes não tem formação técnica adequada para transportar mercadorias consideradas perigosas, como combustíveis e contentores, o que tem contribuído para o aumento do risco de acidentes.

Luís Moita defendeu a necessidade de um maior investimento na formação dos motoristas e técnicos de segurança, de modo a que o transporte de mercadorias perigosas seja feito de forma eficaz e segura, sem, contudo, correr grandes riscos de acidentes de viação, que podem resultar em danos materiais e humanos avultados.

Para o director da Modus Transportes, a falta de cumprimento da legislação sobre o transporte de mercadorias perigosas, em vigor desde 2012, tem levado a que muitas empresas não invistam na formação dos motoristas.

Reconheceu que, para a implementação deste regulamento, é importante que haja empresas certificadas para dar formação aos motoristas e técnicos de segurança, o que, referiu, não tem acontecido, apesar de no país existirem empresas capacitadas para o efeito.

O responsável esclareceu que o nível de acidentes nas estradas com veículos de transportes de mercadorias perigosas seria mais grave e colocaria muitas pessoas a reflectir sobre o que se está a fazer em relação a esta realidade.
Em relação ao pessoal que funciona no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro e no Porto de Luanda, o director da Modus Transportes admitiu que o nível de formação e o treinamento que possuem é insuficiente para as exigências requeridas neste tipo de serviço. (Jornal de Angola)

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