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Redução da ajuda pública pode comprometer segurança alimentar, diz PM são-tomense

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O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada disse esta quinta-feira que o seu governo tem “problemas de sustentabilidade” da política de ajuda alimentar às populações devido à redução, pelos parceiros, da ajuda pública ao desenvolvimento.

Patrice Trovoada sublinhou que o país assumiu “ao longo dos anos” o compromisso de “alimentar 25% da sua população todos os dias uteis”, no quadro do programa de segurança alimentar e eliminação da fome em que “todos os são-tomense tenham acesso permanente a uma alimentação em quantidade e qualidade”.

Essa decisão política que foi assumida ao longo dos anos tem trazido resultados, mas como podem imaginar, no momento em que a ajuda pública ao desenvolvimento tem-se reduzido, nós temos, de fato, o problema da sustentabilidade dessa política”, disse Patrice Trovoada na abertura hoje do primeiro encontro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSAN).

O chefe do executivo são-tomense lamentou que além da redução da ajuda publica ao desenvolvimento há outro “paradoxo”, sublinhando que a decisão de alimentar todos os dias uteis 25% da população contribuiu para melhorar os indicadores de desenvolvimento humano, considerando que tal medida transformou São Tomé e Príncipe num “país de renda média”.

Mas, do outro lado da moeda apresenta menos acessos a financiamentos concecionais ou a donativos”, acrescenta.

O governante considera, por isso que “o momento é de trabalho e de busca de soluções que devem ultrapassar a exclusiva retórica do financiamento externo, ajuda externa, donativo externo, ir para zonas de maior criatividade, maior compromisso, maior engajamento das autoridades nacionais”.

O primeiro-ministro agradeceu a Portugal, Brasil e Cabo Verde o apoio na “formulação de políticas” para resolver o problema da segurança alimentar no país.

Gostaria de agradecer os Estados membros da CPLP (Brasil, Portugal e Cabo Verde) que têm nos ajudado nessa formulação de políticas e aquisição de conhecimentos para a nível de São Tomé e Príncipe resolvermos o problema da segurança alimentar”.

“Nós estamos convencidos que essa cooperação a nível da CPLP tem capacidade suficiente para contribuir sobremaneira para a solução do problema de São Tomé e Príncipe”, acrescentou Patrice Trovoada.

O chefe do executivo referiu-se as “grandes similitudes a nível climático” entre o seu país, Cabo Verde e Brasil e “afinidades culturais” com Portugal, que permitem “a possibilidade de parceria com outros espaços económicos importantes e que estão presentes em São Tomé e Príncipe”, citando, nesse caso concreto, a União Europeia.

Patrice Trovoada disse que essa cooperação permitiu “a elaboração de uma política coerente de segurança alimentar” e por causa disso o arquipélago tem podido continuar a “alimentar todos os dias úteis 25% da sua população”. (Observador)

por Lusa

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