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Embaixadora angolana participa na sensibilização do BRICS

A embaixadora de Angola na África do Sul, Filomena Delgado, participou esta quinta-feira, em JB Marks, província do North West, no programa de sensibilização e auscultação das comunidades como parte do processo de preparação da décima cimeira do BRICS (bloco económico composto pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a ter lugar de 25 a 27 de Julho, no Centro de Convenções de Sandton, em Joanesburgo.

A chefe da Missão Diplomática de Angola, que há dois dias apresentou as suas cartas credenciais ao Presidente Cyril Ramaphosa, foi convidada pelo Departamento das Relações Internacionais e Cooperação (DIRCO) na qualidade de representante do país que preside o Órgão de Defesa e Segurança da SADC, e integrante da lista de convidados para a reunião de “Diálogo BRICS-África” a realizar-se dia 27 de Julho próximo, em Joanesburgo.

Na reunião, esteve presente o embaixador do Rwanda na África do Sul, Vincent Karega, que, na ocasião, falou em representação dos países africanos convidados para participar no encontro “BRICS-África”, nomeadamente Angola, Etiópia, Gabão, Namíbia, Rwanda, Senegal, Togo, Uganda e Zâmbia.

O diplomata rwandês lembrou na sua intervenção que o BRICS representa uma grande oportunidade para África, em termos de investimentos, expansão de mercado e de intercâmbio tecnológico, assim como para o reposicionamento do continente no que tange a mudança de políticas e no relacionamento entre os países africanos.

Vincent Karega sublinhou que África tem a população mais jovem do mundo, tem muitas terras férteis, possui riqueza no seu solo, subsolo e na sua cultura, pelo que precisa apenas consolidar os seus conhecimentos, o seu mercado, remover as fronteiras artificiais definidas pelas potências colonizadoras, fortalecer as infra-estruturas, levantar as barreiras sobre a circulação de pessoas e bens, implementar o comércio livre e continuar a treinar as novas gerações.

Afirmou que África deve sair da condição de simples fornecedor de matéria-prima e criar condições para que seja encarada, pelos novos parceiros (BRICS), num contexto de ganhos recíprocos, em que as partes produzem, transformam e comercializam os recursos numa relação mutuamente vantajosa.

Por seu turno, o director-adjunto do DIRCO, Mxolisi Nkosi, disse que o BRICS representa uma oportunidade para o desenvolvimento de África uma vez que “os países que compõem o referido bloco económico partilham o mesmo sentimento que consiste em criar uma estrutura económica que beneficie os pobres e as classes marginalizadas”.

Segundo ele, o BRICS traz consigo a oportunidade de ajudar África a desenvolver-se e preparar-se para quarta revolução industrial, visando conferir a dignidade e prosperidade as gerações vindouras do continente. (Angop)

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