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Líbia: Parlamento estabelecido no leste acusa Qatar de ingerência nos assuntos internos

O parlamento do leste da Líbia acusou quarta-feira o Qatar de ingerência nos assuntos internos do país quanto à questão da tomada de controlo do Crescente Petrolífero pelo exército do leste líbio, noticiou a Xinhua.

A Câmara dos Representantes, estabelecida no leste da Líbia, disse num comunicado que o Qatar estava a tentar “justificar um ataque contra os campos e portos petrolíferos, e de manipular a propriedade do povo líbio”.

O ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar emitiu na segunda-feira um comunicado que condena a recente tomada de controlo do Crescente Petrolífero pelo exército líbio, uma acção descrita como sendo “uma violação clara e flagrante” da vontade da comunidade internacional.

O exército líbio estabelecido no leste do país, dirigido pelo general Khalifa Haftar, assumiu recentemente o controlo do Crescente Petrolífero após ter derrotado os militantes aí instalados. Esta região, situada 500 quilómetros a leste de Tripoli, a capital do país, contém os maiores portos petrolíferos da Líbia.

Pouco tempo depois, o exército entregou a região ao Governo provisório do leste do país, ao invés de passar o controlo ao governo de União Nacional, baseado em Tripoli e apoiado pela ONU.

Segunda-feira, a Companhia Nacional de Petróleos (NOC), sediada em Tripoli, anunciou por consequência a suspensão das suas operações nos portos petrolíferos de Hariga e de Zuetina.

Na véspera, o governo apoiado pela ONU lançou um alerta sobre as “repercussões negativas” que poderiam haver em caso de suspensão das exportações de petróleo provenientes do Crescente petrolífero, sublinhando que tal situação custaria à Líbia mais de 67 milhões de dólares por dia.

Apesar da assinatura de um acordo de paz patrocinado pela ONU entre as diferentes facções políticas da Líbia em 2015, o país continua dividido entre os governos do Leste e do Oeste, que reivindicam ambos a legitimidade do poder.

A Líbia, um país rico em petróleo, mergulhou na insegurança e no caos após a revolta de 2011, que conduziu ao derrube do governo do antigo presidente Muammar Kadhafi. (Angop)

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