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Banco Europeu financia Angola com mais de USD 150 milhões em projecto de água potável que prevê beneficiar 1,2 milhões de pessoas

O Banco Europeu de Investimento vai financiar o Governo de Angola com 100 milhões de euros, para cobrir a comparticipação angolana do Projecto de Desenvolvimento Institucional do Sector das Águas (PDISAII), que prevê beneficiar 1,2 milhões de pessoas.

A autorização para o acordo de financiamento entre a República de Angola, através do Ministério das Finanças, e o banco europeu foi dada por despacho assinado pelo Presidente angolano, João Lourenço, de final de Junho, documento a que a Lusa teve hoje acesso.

O Banco Mundial aprovou no passado mês de Junho um financiamento de mais 150 milhões de dólares (130 milhões de euros) o alargamento da cobertura da rede de saneamento e de distribuição de água potável em Angola, o PDISAII, para reforçar a cobertura da rede pública de água ao domicílio em nove cidades do país.

Contudo, num documento de Junho do Banco Mundial, a que a Lusa teve acesso, era referido que esta nova fase do projecto apresentava um buraco no financiamento no valor de 100 milhões de euros, da comparticipação nacional angolana, o que apresentava um “risco substancial” para a sua concretização.

Este financiamento do Banco Mundial soma-se aos 110 milhões de dólares (95 milhões de euros) para um projecto para melhorar o desempenho de 300 estabelecimentos de cuidados primários de saúde em Angola, aprovado em Março, e a outro, de 130 milhões de dólares (112 milhões de euros), para desenvolvimento de projectos de agricultura comercial, aprovado em maio.

Só em 2018, a administração do Banco Mundial já aprovou empréstimos a Angola no valor de 390 milhões de dólares (337 milhões de euros), em projectos que contam ainda com financiamento nacional garantido pelo Governo angolano.

No caso deste financiamento adicional ao PDISA2, o projecto visa intervenções nas cidades do Lubango (capital da Huíla), Ndalatando (capital do Cuanza Norte), Dundo (capital da Lunda Norte), Luena (capital do Moxico), Moçâmedes (capital do Namibe), Cuíto (capital do Bié), Uíje, Malanje e Huambo (capitais das províncias com o mesmo nome).

Este financiamento, do Banco Mundial e do Banco Europeu de Investimento, permitirá aumentar a cobertura dos serviços de água e saneamento nas cidades-alvo e fortalecer a capacidade institucional das autoridades provinciais do sector, da Direcção Nacional de Águas, do Instituto Regulador dos Serviços de Electricidade e Água e do Instituto Nacional de Recursos Hídricos de Angola. (Sapo 24)

por Lusa

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