- Publicidade-
InicioVidaSaúdeSociedade chamada a prestar atenção aos doentes mentais

Sociedade chamada a prestar atenção aos doentes mentais

A sociedade deve prestar uma atenção especial aos cidadãos com problemas mentais, principalmente os familiares, defendeu hoje, na província do Huambo, a chefe do departamento local de saúde mental, Augusta Leopoldina.

Em declarações à Angop, lamentou o facto dos doentes mentais continuarem a ser desprezados e discriminados, inclusive pelos próprios parentes, uma situação que, segundo a responsável, não ajuda na recuperação dos mesmos.

Deu a conhecer que as doenças do fórum mental são bastante complexas, cujo tratamento requer, para além da assistência médica e medicamentosa, atenção especial das pessoas que convivem com os doentes.

Disse que o desprezo está na base do aumento de dementes nas ruas e, também, do abandono do tratamento, tendo referido que muitas pessoas com distúrbios mentais têm capacidade de sentirem quando desprezadas ou abandonadas.

O aumento de dementes nas ruas da cidade do Huambo, sobretudo nas avenidas 5 de Outubro, Granja e República, está a deixar inquieto a população local, que sente-se ameaçada.

Ouvidos hoje pela Angop, alguns populares confirmaram já terem sido vítimas da fúria destes cidadãos com perturbação mental, apelando, por isso, que as autoridades os possam retirar das ruas.

O cidadão Jeremias da Silva, funcionário público, disse ter presenciado, ainda esta semana, um demente a arremessar pedras aos carros que circulavam, provocando vários prejuízos aos seus proprietários.

Informou que em muitas ocasiões os dementes deitam-se na estrada, repentinamente, embaraçando o trânsito automóvel e criando situações favoráveis aos acidentes de viação.

Também preocupado com a situação está o moto-taxista Agostinho Júlio, que diz ter feito um acidente ligeiro ao ser empurrado por um demente, enquanto conduzia.

“É preciso que as autoridades resolvam esta situação, para evitarmos acontecimentos piores provocados pelos malucos que diariamente se concentram nas estradas”, desabafou.

A estudante Ana Lúcia, que diz ter sido atacada por um destes doentes mentais, em um dos passeios da cidade do Huambo, afirma que a presença de malucos na via pública é um perigo à segurança da população.

Apesar de nunca ter sido atacado, o automobilista Luís Tiago deu a conhecer que muitos amontoados de lixo que aparecem nos passeios e nas estradas, embaraçando a circulação de pedestres e automóveis, têm sido colocados pelos dementes.

Ao reagir a situação, o sociólogo Atanagildo Paulo de Castro associou o aumento de dementes nas ruas com a discriminação destes no seio familiar e culpou o governo por não retirar estas pessoas das ruas, ante o risco a que estão expostas.

Já o jurista Isaías Sapalo afirmou que a pessoas com problemas mentais nas ruas representam um estado de perigosidade à sociedade, podendo causar danos a outras, lamentando o facto das mesmas não poderem vir a ser responsabilizadas juridicamente.

Por esta razão, entende que o governo, dentro da tutela pública preventiva, procure meios de protecção destes doentes mentais, sendo eles detentores de direitos e interesses constitucionalmente consagrados, sobretudo ao direito a vida. (Angop)

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.