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Governo quer envolver seguradoras na solução para transporte de doentes em Cabo Verde

O vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, disse hoje estar a trabalhar com as seguradoras e o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) numa solução que garanta autonomia no transporte de doentes entre ilhas.

“As seguradoras e o INPS têm custos importantes com as evacuações e, com o Estado, podemos criar uma solução em termos autonomia em relação a essa matéria”, disse Olavo Correia.

O também ministro das Finanças, que falava aos jornalistas à margem de uma conferência sobre os 40 anos do setor segurador em Cabo Verde, explicou que esta solução terá que ser “complementada com o serviço normal regular” de transporte aéreo.

“É nisso que estamos a trabalhar e a solução será apresentada rapidamente”, disse Olavo Correia, escusando-se a confirmar se prevê, tal como o primeiro-ministro tinha anunciado, a chegada, até final do ano, de um avião para transporte de doentes.

“Não queremos avançar [a solução encontrada] sem que tenhamos tudo isso fechado, mas estamos a trabalhar e há abertura das seguradoras e do INPS para que juntos possamos encontrar uma boa solução”, disse.

Olavo Correia disse ainda estar em “permanente diálogo” com a companhia de aviação Binter Cabo Verde, com quem o Governo assinou um memorando e que assegura atualmente em regime de exclusividade as ligações aéreas domésticas do arquipélago.

A companhia tem vindo a ser acusada de recusar o transporte de doentes entre ilhas, o que tem obrigado a que esse transporte seja feito, muitas vezes, por via marítima em condições consideradas precárias.

A morte, em junho, de uma mulher grávida que foi transportada da ilha da Boavista para o Sal de barco por alegadamente lhe ter sido negado lugar num voo da Binter gerou revolta entre a população que exige do Governo uma solução.

“Há muitos indicadores que estão a evoluir acima do que tínhamos previsto e temos de ter uma capacidade de resposta em relação a essas necessidades”, disse Olavo Correia.

O ministro das Finanças adiantou que o acordo com a Binter CV “é uma experiência nova”, admitindo que possa ter havido “desvios aqui e a acolá em termos das expectativas das partes”.

“Temos de dialogar permanentemente para poder servir melhor os cabo-verdianos em termos de oferta, preço e regularidade. Há abertura de parte a parte para esse diálogo permanente e para que possamos encontrar a cada momento as melhores soluções”, disse. (Sapo 24)

por Lusa

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