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Bancos têm que redireccionar políticas para evitar falências

Os bancos comerciais, cujas políticas comerciais eram alavancadas pelas operações cambiais, devem redimensioná-las para outros segmentos, criando produtos que têm a ver com crédito, sob pena de falirem, indicou o economista Fernando Vunge.

Ao falar à Angop, a propósito das novas políticas cambiais e monetárias, que têm sido aplicadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), sobretudo a taxa de câmbio flutuante e o controlo da liquidez, o técnico disse que muitos bancos da “praça” tinham acesso às divisas, mas infelizmente davam destino diferente e só beneficiavam uns poucos.

Fernando Vunge acredita que os instrumentos do BNA vão de algum modo imprimir uma maior dinâmica nos bancos comerciais, de modo que continuem a desenvolver a sua função de intermediação financeira, mas não dependendo de operações cambiais, mas de créditos à economia – que é o que país precisa neste momento.

As actuais medidas do BNA, segundo o especialista, visam disciplinar a actividade dos bancos comerciais. As divisas eram repassadas a estes, mas sem fiscalização dos destinatários finais das operações cambiais que eram concedidas por via de leilões e das vendas directas (pelo BNA).

Questionado sobre a situação do Banco BANC, cujo conselho de administração foi suspenso pelo facto dos actuais accionistas não aumentarem o capital, referiu que este não estava a cumprir com as exigências regulamentares, sobretudo os limites de solvabilidade, liquidez, risco operacional e, ainda o compromisso com os seus clientes, relativo ao crédito e à responsabilidade dos depósitos.

“ Por isso, é que o BNA agiu somente em conformidade com a Lei das Instituições Financeiras. Caso um banco não cumpra com as obrigações que têm a ver com as reservas obrigatórias, limites de liquidez e de solvabilidade, o Banco Central intervém para corrigir e sanear a deficiência por via de um corpo gestor nomeado por si, para numa primeira fase (seis meses), mas prorrogáveis em igual período, ver se o Banco Banc, já pode caminhar nas boas práticas do mercado financeiro angolano”, explicou o interlocutor.

Em relação aos Títulos da Dívida Pública, que começaram a ser negociados hoje, através do Portal do Investidor, lançado a 28 de Junho último, disse que qualquer interessado através dos bancos comerciais pode fazer investimentos em Bilhetes do Tesouro ou Obrigações, através da Bodiva (Bolsa da Dívida e Valores de Angola).

Quanto às taxas de juros dos títulos, disse que são praticadas em função dos leilões publicados em comunicado e estão a volta de 12,5 porcento. “Mas não há uma taxa de juro fixa. Tudo depende das necessidades financeiras do Estado. Não há umas taxas que podemos adiantar, até agora estamos a falar entre 12,5% “. (Angop)

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