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Sobe o número de turistas sul-africanos para Angola

O número de turistas sul-africanos a entrar no país, a partir dos postos fronteiriços da província do Cunene com a vizinha República da Namíbia, subiu de 105, de Janeiro a Maio de 2017, para 537 no período homólogo deste ano, resultado da operacionalização do acordo de supressão de vistos nos passaportes ordinários, em vigor desde Dezembro do ano passado.

Dados do Serviço de Migração e Estrangeiros do Cunene mostram que no período em avaliação entraram em Angola 61.386 cidadãos estrangeiros, contra os 40.428 do ano passado, um aumento de quase 20 mil novos visitantes.
Desse número, 16.524 estrangeiros entraram com visto de turismo em passaportes ordinários e, entre os países da região da SADC, a Namíbia lidera a lista com 15.518 visitantes, seguida pela África do Sul com 537, Zimbabwe com 58, Moçambique com 36, Zâmbia com 22 e Botswana com 15 visitantes.
Entre as demais nacionalidades, destaca-se a entrada de 90 portugueses, 28 italianos, 22 alemães, igual número de britânicos, 20 cubanos, 18 brasileiros, 15 canadianos, 14 norte-americanos, 10 chineses, oito espanhóis, cinco finlandeses, quatro franceses, igual número de mexicanos e três australianos, entre outras nacionalidades, como russos, bangladeshianos, holandeses, japoneses, checos, belgas, vietnamitas e indianos.

Esses visitantes tiveram como principais destinos as províncias do Cunene, Huíla, Huambo, Benguela, Namibe, Lunda-Norte, Cuando-Cubango, Zaire, Cuanza-Norte e Luanda.

Melhoria nas vias é urgente
Um grupo de turistas, por sinal ex-integrantes das forças militares do então regime apartheid, composto por quase cem elementos, que visitou algumas zonas da província do Cunene em Maio, destacou a necessidade da melhoria das vias, para se facilitar a circulação, dada a importância que a região representa no contexto da história da guerra que envolveu vários países, onde a África do Sul foi um dos protagonistas.

Segundo o general sul-africano na reserva, Roland Vries, que comandou a 61ª Brigada Motorizada do então Batalhão Búfalo das SADF (exército sul-africano) na invasão de 1980 a 1988 nessa região, a província do Cunene foi palco de grandes confrontos entre o exército do seu país e as forças de Angola e, por isso, vai ser sempre lembrada e visitada. Depois de verem as potencialidades turísticas do nosso país e o percurso, os sul-africanos já pensam em investir em Angola, principalmente na área da construção de estradas e no repovoamento animal dos parques nacionais.
“Quando viajamos pelas vossas estradas, algumas delas são muito difíceis e pensamos muito sobre este país maravilhoso. Já estabelecemos contactos com algumas pessoas, para ver o que podemos fazer aqui, como, por exemplo, a importação de elefantes para os vossos parques, não só para o desenvolvimento do negócio como para o meio ambiente”, realçou Roland Vries, que prometeu voltar para se dar outros passos. (Jornal de Angola)

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