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Relatório aponta decréscimo de mortes maternas

A mortalidade materna decresceu em 322 casos entre 2015 e 2016, observando-se uma queda acima de qualquer outra registada nos três quinquénios anteriores 219, de 2000 a 2005; 144 de 2005 a 2010; e 84, de 2010 a 2015.

Estes dados estão expressos no Relatório Social de Angola 2016 elaborado pela Universidade Católica de Angola (UCAN) e lançado terça-feira, em Luanda.

De acordo com o documento, impõe-se a reactivação deste decréscimo, uma vez que os dados oficiais concernentes à mortalidade materna, ou seja, a mulheres que morrem devido a complicações na gravidez ou no parto são pouco abrangentes.

Refere que os mesmos baseiam-se, essencialmente, em registos institucionais de mortes maternas notificadas pelas unidades sanitárias públicas, havendo pouca informação sobre casos ocorridos em clínicas privadas, militares e policiais, e muito menos sobre os óbitos ocorridos fora do sistema de saúde formal.

Neste contexto, torna-se necessário a ampliação da base de recolha e tratamento de dados do Sistema Nacional de Saúde, a fim de este ser capaz de produzir um mapa integral das ocorrências sanitárias no território nacional, integrando o registo dos partos efectuados em espaços domésticos ou por parteiras tradicionais.

Considera uma das razões que faz supor que o número de mortes de mulheres grávidas e em trabalho de parto tenha sido maior do que o atestado pelos dados oficiais é a diminuição do acompanhamento da mulher gestante por profissional de saúde qualificado (médico, enfermeira ou parteira).

O Inquérito de Indicadores Múltiplos de Saúde aponta que a cobertura e cuidados pré natais é de 92 por cento na áreas urbanas, a cobertura diminui a 63 por cento na áreas rurais.

Mortalidade infantil

O relatório Social de Angola 2016 aponta que a taxa de mortalidade infantil sofreu uma ligeira redução de 5,5 porcento em 2015 relativamente ao seu valor de 2013.

A taxa de mortalidade infantil passou de 101,5 mortes por mil nados-vivos em 2013 para 96 mortes por mil nados-vivos em 2015.

Verificou-se, igualmente, uma diminuição da taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos em 2015 passando de 167,4 mortes por mil nados-vivos em 2013 para 156,9 mortes por mil nados-vivos em 2015.

O documento refere que Angola continuou em 2016, a apresentar taxas que ascendem a média do continente africano.

Relativamente a África subsariana, se verifica que Angola apresenta, em 2015, quase o dobro da média das taxas de mortalidade infantil e abaixo dos cinco anos dos países de África subsariana.

Para a África subsariana, esses valores correspondem a 56,1 e 82,2 mortes por mil nados-vivos, respectivamente, colocando Angola na lista dos países com baixo desenvolvimento humano.

O relatório, de 303 páginas, está dividido em oito capítulos e aborda assuntos da participação política dos cidadãos, perfil sanitário angolano, avaliação dos comportamento dos principais indicadores educacionais, a problemática de água e saneamento básico no país.

Acções levadas a cabo pelo extinto Ministério da Assistência e Reinserção Social, no âmbito da política nacional de assistência social, os tipos de recursos naturais, a problemática dos sectores da sociedade civil e das mudanças que estão a produzir em Angola e uma monografia sobre a pobreza no município de Kalandula em Malange, são outras questões abordadas no relatório. (Angop)

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