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ONG acusa autoridades de apatia face a violência sexual contra reclusas em Moçambique

A Associação para Regeneração e Reinserção do Jovem Recluso (Aprejor), ONG moçambicana, acusou hoje o Serviço Nacional das Prisões (SERNAP) de apatia em relação à alegada violência sexual cometida por guardas prisionais contra reclusas em abril em Maputo.

O presidente da Aprejor, Seródio Towo, disse hoje à Lusa que a SERNAP está mais preocupada com a proteção da imagem institucional do que com a responsabilização disciplinar dos guardas que terão feito uma revista inapropriada a reclusas no Estabelecimento Penitenciário Preventivo de Maputo, no início de abril.

“É com repúdio, mas sem surpresa que vemos o SERNAP mais preocupado com a defesa da sua imagem institucional do que em responsabilizar os autores dos abusos”, afirmou Seródio Towo.

Seródio Towo considerou importante a investigação iniciada pela Procuradoria-Geral da República, Ordem dos Advogados e Comissão Nacional dos Direitos Humanos, mas insistiu ser importante uma ação disciplinar por parte do SERNAP.

“É fundamental que entidades relevantes clarifiquem o que se passou e responsabilizem os autores dos abusos, mas é também fundamental que internamente, ao nível do SERNAP, haja consequências”, realçou Seródio Towo.

A violência sexual terá ocorrido no início de abril, durante uma revista feita por guardas nas celas das reclusas.

Os guardas alegaram estar a procurar telemóveis escondidos nas celas para obrigarem “algumas reclusas a tirar as roupas” e para justificaram a violência sexual usada durante a ação, descreveu na altura a Aprejor. (Sapo 24)

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