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Presidente moçambicano diz que combate contra casamentos prematuros deve ser coletivo

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu esta quarta-feira que o combate aos casamentos prematuros deve ser coletivo, considerando que os casos são uma “violação grosseira aos direitos das raparigas”.

“Os casamentos prematuros representam uma violação grosseira aos direitos das raparigas em Moçambique”, disse o chefe de Estado moçambicano, falando na cerimónia de abertura da 5.ª Cimeira Nacional de boas práticas do Protocolo da África Austral sobre género e desenvolvimento Pós 2015.

Para Filipe Nyusi, a redução dos casos de casamentos prematuros registada nos últimos tempos é encorajadora, mas não é satisfatória, na medida em que a intenção do Governo é eliminar completamente a prática.

Sabemos que não existe um remédio único para travar este problema. Por isso, devemos travá-lo em conjunto. O trabalho é coletivo, daí que apelamos cada um a dar a sua contribuição no combate contra este mal”, declarou Filipe Nyusi. Moçambique está entre os países com as taxas mais elevadas de casamentos prematuros, segundo o Presidente moçambicano, que entende que a luta contra esta prática deve ser assumida como um compromisso de todos.

Dados avançados à Lusa pelo Fórum da Sociedade Civil para os Diretos da Criança, que realizou um estudo em 2016, indicavam que 48% das raparigas moçambicanas casavam-se antes dos 18 anos. A pobreza, os altos índices do analfabetismo e os hábitos culturais são apontados como as principais causas dos casamentos prematuros no país. (Observador)

por Lusa

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