InicioMundo LusófonoPortugalMarcelo dá hoje a Trump uma "aula" sobre diálogo e entendimentos

Marcelo dá hoje a Trump uma “aula” sobre diálogo e entendimentos

O encontro está marcado para as 14h, hora de Washington, 19h em Lisboa. Antes de partir para a Casa Branca o Presidente da República foi parco em palavras, mas lembrou a importância dos entendimentos.

Em diplomacia todas as palavras contam, todas têm um significado muito específico e todas podem ter um de dois resultados: ajudar ou piorar significativamente as relações entre dois países. Marcelo Rebelo de Sousa tem isto bem presente e não é por acaso que nas horas que antecedem o encontro com o líder da maior potência mundial, o Presidente da República fala pouco e não deixa a semântica ao acaso.

Desde o início do mês – altura em que se soube do encontro com Donald Trump – que a mensagem é sempre a mesma e está bem coordenada com o Governo. As divergências políticas entre Portugal e os Estados Unidos são claras, já foram sublinhadas diversas vezes, mas não impedem que Portugal tente, ainda assim, construir e fortalecer as relações entre os dois países.

Anselmo Crespo acompanha a visita do Presidente da República aos Estados Unidos.
Não admira, por isso, que à chegada a Washington, Marcelo Rebelo de Sousa se tenha poupado nas palavras de antecipação sobre o encontro desta quarta-feira. Expectativas “sempre boas”, diz o Presidente, justificando a longa e duradoura relação entre Portugal e os Estados Unidos: “Quando se trata de países amigos, só podem dar-se bem”, acrescenta.

Pior mesmo é quando a pergunta toca em dois temas sensíveis como as migrações ou a guerra comercial que está em curso entre os Estados Unidos e a União Europeia. Irá Marcelo falar do assunto a Donald Trump? “Não vai esperar que lhe diga o que se vai passar antes de se ter passado”, atira Marcelo, que é salvo pelo presidente do Clube Português de Manassas: “O que é importante é cumprimentar aqui este amigo. How are you?”.

De acordo com a presidência, Marcelo Rebelo de Sousa leva quatro temas para o encontro com Donald Trump: a importância da comunidade portuguesa nos Estados Unidos – a maior do mundo, com cerca de um milhão e meio de portugueses e lusodescendentes a viver nos Estados Unidos -, os interesses comuns na NATO, as migrações e a guerra comercial.

De que forma vai o Presidente da República português abordar estes assuntos, é coisa que talvez nunca se saberá. Uma coisa é certa, Portugal está mais determinado em fazer pontes do que em criar mais ruturas, até porque os Estados Unidos são o principal mercado das exportações portuguesas para fora da União Europeia. Irritar Donald Trump não seria seguramente uma boa ideia.

Isso mesmo ficou claro no discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, em Manassas, no estado da Virgínia, perante mais de 300 portugueses e lusodescendentes. O Presidente da República fez questão de lembrar que, numa semana, se encontrou com dois chefes de estado de duas das maiores potências mundiais – Rússia e Estados Unidos – e que lá para o final do ano receberá em Lisboa o presidente de um outro grande país – a China, apurou a TSF.

Por tudo isto, Marcelo sublinha “a capacidade de diálogo e entendimento” dos portugueses, capazes de se “adaptarem a todas as latitudes e longitudes”. (TSF)

por Lusa

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