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Ministra quer investimentos sérios para Mbanza Kongo

ZAIRE: VISITA DA MINISTRA À PONTA DE PADRÃO, NA FOZ DO RIO ZAIRE (FOTO: JOÃO F. CUT)

A ministra do Turismo, Maria Ângela Bragança, defendeu segunda-feira, no Soyo, província do Zaire, a necessidade de se investir seriamente em infra-estruturas capazes de dignificar e projectar a histórica cidade de Mbanza Kongo, como Património Mundial da Humanidade.

Em declarações à imprensa, no final da sua visita a locais de interesse histórico e cultural, a governante disse ser necessário inverter-se, rapidamente, o estado actual das infra-estruturas na cidade de Mbanza Kongo, para que possa fazer face a demanda de turistas nacionais e estrangeiros que nos próximos tempos escalarão esta localidade, elevada a património mundial, a 8 de Julho de 2017.

“Entre as cidades de Mbanza Kongo e do Soyo existe uma cumplicidade grande em matérias históricas, que devem ser aproveitadas com investimentos sérios em infra-estruturas”, reiterou.

Para a ministra, locais como a Ponta de Padrão e o Porto do Mpinda (Soyo) dada a sua importância histórica e cultural devem, nos próximos momentos, beneficiarem de pequenos investimentos como restaurantes, bar, postos de saúde e uma ponte cais para facilitar o desembarque e embarque de turistas, com segurança.

“Estamos a exercer as nossas funções há oito meses, cinco dos quais foram dedicados à organização, elaboração de um estatuto orgânico e programas, bem como a projecção do programa de desenvolvimento nacional, onde já reunimos subsídios que serão discutidos e reforçados no próximo conselho consultivo do nosso ministério”, referiu.

Adiantou que, para além da participação de quadros e técnicos do seu sector, o referido conselho consultivo contará também com a presença de operadoras e empresários do ramo para juntos possam discutirem o plano de operacionalização do pelouro.

Questionado sobre os actuais preços praticados em unidades hoteleiras e similares do país, a ministra sublinhou existir um trabalho com os empresários do sector no sentido de se inverter este quadro, proximamente.

“Estamos a trabalhar com as unidades hoteleiras em várias vertentes. A primeira é conhecer o potencial e a capacidade de organização dessas unidades, bem como a qualidade dos serviços prestados aos clientes”, realçou.

Para Maria Ângela Bragança, o sector tem grandes desafios a vencer, sobretudo no domínio de energia e águas e qualificação do pessoal, que são eixos fundamentais para a prestação de um serviço de qualidade e a consequente estabilização dos preços.

A ministra do Turismo cumpre desde segunda-feira, uma visita de trabalho de 72 horas à província do Zaire, devendo também escalar os municípios do Nzeto e Mbanza Kongo. (Angop)

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