InicioDestaquesLucas Ngonda responde a contestatários da sua liderança

Lucas Ngonda responde a contestatários da sua liderança

O presidente da FNLA, Lucas Ngonda, acusou hoje, na cidade do Huambo, os militantes que o contestam na liderança do partido, de terem uma pretensão desmedida pelo poder, mesmo desconhecendo os princípios estatutários.

Discursando na abertura do II Congresso extraordinário, disse que estes militantes, que queriam inviabilizar, a todo o custo, a realização do congresso, desejam obter benefícios próprios à custa do partido.

Na sua óptica, os conflitos internos nas estruturas centrais da FNLA são causados pela ambição, desonestidade e ingratidão de tais militantes que, esquecendo-se do apoio que lhes fora prestado pela actual direcção do partido, tudo fazem para derrubar a liderança.

Lucas Ngonda disse que os militantes em causa, alguns dos quais chegaram a assumir cargos de direcção e chefia nas estruturas centrais, desviaram os carros do partido, adquiridos no âmbito das eleições gerais de 2017, além de outro património material, com destaque para a venda de um imóvel no distrito urbano da Maianga, província de Luanda.

“Infelizmente a FNLA foi uma vez mais usada e ridicularizada pela opinião pública nacional e internacional ao congregar, no congresso de 2015, todos aqueles que estavam desavindos e, por conseguinte, foram eleitos para membros do Comité Central e do Bureau Político, mesmo sem nunca terem aparecido em reuniões e hoje aparecem publicamente a denegrir a imagem da actual direcção de estar a destruir o partido”, disse.

Lucas Ngonda negou as acusações que dão conta de nepotismo, regionalismo e a incompreensão no seio do partido, referindo que os que fazem tais acusações são os mesmos que, ao invés de lutarem pela unidade e a coesão interna, mobilizaram eleitores para não votarem na FNLA e, ao mesmo tempo, furtaram-se de prestar auditoria, após o uso indevido dos recursos do partido.

Também disse não continuar a entender o motivo de tanta desinformação, calúnia, intriga e denegrição contra a sua pessoa e outros membros das estruturas centrais, mesmo cada um sabendo das condições em que se encontrava o partido, antes de assumir a presidência.

Afirmou que, apesar destes conflitos, a FNLA encontra-se preparada para enfrentar as eleições autárquicas, em 2020, tendo, deste modo, apelado a necessidade da criação de uma estrutura à parte da Comissão Nacional Eleitoral, de modo a não viciar o processo, que, a seu entender, deve basear-se no gradualismo funcional.

Na visão do líder da FNLA, a institucionalização das autarquias deve obedecer ainda três factores fundamentais, designadamente a criação de condições materiais, culturais e sociais, de modo a se tornarem num verdadeiro instrumento de combate às assimetrias regionais e promoção da governação participativa.

Com término previsto para o próximo dia 28, participam no congresso 401 delegados idos das 18 províncias do país. (Angop)

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