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Lisboa é 93.ª cidade mais cara do mundo. Num ano, encareceu 44 lugares

O ranking sobre o Custo de Vida de 2018 da Mercer é liderado por Hong-Kong, seguida de Tóquio. Zurique, terceira da geral, é a cidade europeia mais cara para expatriados.

Lisboa subiu 44 posições no ranking sobre o Custo de Vida de 2018 da Mercer (Cost of Living Survey), passando da 137.ª posição em 2017, para o 93.º lugar em 2018. Esta subida é a maior de sempre da capital portuguesa no que se refere ao custo de vida para expatriados desde o início da realização do estudo. Os fatores que motivam esta subida são maioritariamente decorrentes de variações do euro face ao dólar, mas refletem também uma subida de preços generalizada da cidade nas áreas da habitação, restauração e combustíveis.

O ranking mundial das cidades mais caras é liderado por Hong Kong, que destronou Luanda, que, de primeira no ano passado passou para a sexta posição. Quatro das cinco cidades mais caras do mundo estão na Ásia. Assim, a capital do Japão Tóquio é segunda, Singapura quarta e a capital da Coreia do Sul Seul é quinta.

Zurique continua a ser a cidade europeia mais cara, encontrando-se no 3º lugar do ranking, subindo uma posição relativamente ao ano passado. Duas outras cidades suíças figuram no top 11. São elas: Berna, em décimo, e Genebra, logo a seguir, apesar da queda de quatro lugares relativamente ao ano passado, sobretudo devido à tendência de queda do mercado imobiliário na cidade.

O estudo da Mercer é um dos mais abrangentes do mundo. Foi desenvolvido para ajudar as empresas multinacionais e os governos a definirem estratégias para os seus colaboradores expatriados. A cidade de Nova Iorque é utilizada como a cidade base para todas as comparações, sendo que os movimentos cambiais têm como referência o dólar.

O estudo inclui mais de 375 cidades em todo o mundo; o ranking deste ano inclui 209 cidades em cinco continentes e determina o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo alojamento, transporte, comida, roupa, bens domésticos e entretenimento.

“Alinhar a força de trabalho e as estratégias de mobilidade, assegurando que os colaboradores certos se encontram no local certo é mais crítico do que nunca para as multinacionais, uma vez que se focam em modelos de negócio cada vez mais globais,” refere Tiago Borges, principal responsável pela área de Rewards da Mercer, justificando: “Remunerar de forma competitiva e apropriada os colaboradores em funções internacionais é crucial para o sucesso e sustentabilidade dos projetos.”

As Américas

As cidades dos Estados Unidos caíram no ranking devido à recuperação da economia europeia, que provocou a queda do dólar norte-americano, face a outras grandes moedas em todo o mundo. Nova Iorque caiu quatro lugares, posicionando-se na 13ª posição, a cidade mais cara na região. São Francisco é 28ª e Los Angeles 35ª. Chicago desceu vinte lugares e ocupa o lugar 51.

Na América do Sul, São Paulo (58) classificou-se como a cidade mais cara, apesar da queda de trinta e duas posições relativamente ao ano anterior. Santiago do Chile (69) segue como a segunda cidade mais cara do sub continente. A maioria das outras cidades na América do Sul caiu no ranking, apesar do aumento dos preços em bens e serviços em países como o Brasil, Argentina, e Uruguai.

Em particular, o Rio de Janeiro (99) desceu quarenta e três posições. Lima (132) caiu vinte e oito lugares, enquanto Bogotá (168) desceu quinze. Tegucigalpa (201) é a cidade mais económica da América do Sul. Caracas, na Venezuela foi excluída do ranking devido à sua complexa situação cambial: a sua posição no ranking teria variado fortemente dependendo da taxa de câmbio oficial selecionada.

Europa, Médio Oriente, e África

No global, todas as cidades da Europa Ocidental subiram no ranking, resultado da valorização das moedas locais face ao dólar norte-americano, bem como ao aumento do custo de bens e serviços. Em particular, cidades na Alemanha evidenciaram algumas das maiores subidas deste ano, com Frankfurt (68) e Berlim (71) a saltar quarenta e nove lugares, enquanto Munique (57) subiu quarenta e uma posições. No Reino Unido, Birmingham (128) subiu 19 lugares relativamente ao ano passado, Belfast (152) saltou 18. Londres subiu 10 lugares e ocupa agora a 19.

Outras cidades que subiram no ranking face ao ano passado incluem: Paris (34), vinte e oito lugares, Roma (46), trinta e quatro lugares, Madrid (64), quarenta e sete, e Viena (39) trinta e nove lugares.

Tel Aviv (16) continua a ser a cidade mais cara do Médio Oriente para expatriados, seguida pelo Dubai (26), Abu Dhabi (40), e Riad, na Arábia Saudita (45). O Cairo (188) permanece a cidade mais económica da região.

A capital de Angola Luanda permanece como a cidade africana mais cara no ranking. N’Djamena é 8ª, subindo sete lugares. Libreville (18) é a cidade africana que se segue, subindo catorze posições no ranking, seguida de Brazaville, no Congo, que é 19.ª.

Com uma subida de 10 lugares, Tachkent (209), capital do Uzbequistão, classifica-se como a cidade menos cara na região e a nível global. (Jornal Económico)

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