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Ganda assinala 49 anos de existência

O município da Ganda, província de Benguela, assinalou hoje, domingo, o seu quadragésimo nono aniversário (49º), desde que ascendeu a categoria de cidade, em 24 de Junho de 1969, sob portaria número 16.247.

Para saudar a data, foram plantadas 49 árvores de tipo acácias rubras em frente ao cemitério municipal, numa acção que contou com a presença do vice- governador de Benguela, para esfera Técnica e Infra-estruturas, Leopoldo Muhongo e outras personalidades do governo provincial e municipal, com vista a arborização e criar ambiente favorável a área adjacente.

Falando no acto alusivo à efeméride, o administrador municipal da Ganda, Francisco Rodrigues Prata, realçou o reforço da capacidade institucional, dignidade, prosperidade e conforto dos seus municípios e sobretudo os funcionários colados na localidade na perspetiva de contribuir o crescimento sócio económico da região.

O administrador reafirmou o trabalho efectuado para conseguir as metas do desenvolvimento, devendo a cada citadino envidar esforços para preservação da paz, segurança e promoção do bem-estar social.

Francisco Parta reconheceu a existência de inúmeras dificuldades e desafiantes para o desenvolvimento e progresso da região, apelando por isso, rigor, disciplina, organização e trabalho dos seus munícipes, apontado a sua disponibilidade em relançar um projeto para melhoria do fornecimento de energia elétrica.

Disse que, nos últimos sete meses da sua governação, recuperou todo sistema de energia electrica existentes, tendo aumentado de 200 para 700 residências o número de consumidores, facto que trouxe uma maior satisfação dos seus habitantes, embora admitir haver ainda muito por se fazer.

Apontou os serviços prestados na assistência medicamentosa que reduziu o número de doenças, sobretudo a malária, nas unidades hespitalares, tendo congratulado com a presença de um médico em cada comunas, das quatros áreas existentes, bem como a implementação dos serviços de migração e fronteira com base na municipalização dos serviços.

Precisou mais serviços de protecção civil e bombeiros, face a actual situação que se arrasta na existências de produtos químicos no ex- complexo industrial da celulose no Alto Catumbela, tendo defendido o crescimento rápida da região como um desafio da sua administração, cujo exito passa pela reabilitação vias terciárias para melhor crescimento.

Incentivou as trocas comerciais com escoamento de produtos do campo e travar as constantes deslocações da mão-de-obra barata, alargando a rede sanitária, escolar com admissão de mais professores, de modo a diminuir o absentismo de docentes que vivem fora da região, lamentado a existência de mais de 25 mil alunos fora do sistema de ensino.

O responsável considerou como um quadro bastante preocupante, cujos efeitos ameaçam o futuro das famílias, tendo manifestado a necessidade urgente da reavaliação dos critérios da admissão do novo pessoal para área rurais.

“Assiste-se ainda a imigração de jovens nestas localidades para litoral e capital do país, em buscas de melhores oportunidades de emprego, cuja juventude é vítima”, disse.

Fundado em 1848, cujas origens dos seus primeiros habitantes são oriundas da Ganda Lakawe, região da Kaala (Huambo), então Vila Mariano Machado foi elevada a categoria de cidade, em 24 de Junho de 1969, sob portaria número 16.247 – exarado por então governador – geral de Angola, Camilo Augusto de Miranda Rebocho Vaz.

A missão católica do Ndunde, foi paragem deste grupo etnolinguístico Bantu de Ovimundo, subgrupos Vanganda e Vahanha, tendo a língua umbundo o mais predominantes.

Com uma população estimada em 224 mil e 668 habitantes, a Ganda, situada numa superfície de 210 quilómetros a sudoeste da cidade de Benguela, possui quatro comunas, Babaera, Ebanga, Casseque e Chikuma.

A região é potencialmente rica na produção agro- pecuária, industrial e recursos naturais.

O acto, que decorreu nos aredores da administração local, foi marcado com momentos culturais e entregas de pelo menos 100 menções honrosas a individualidades que mais se destacaram desde a independência nacional em actividades de desenvolvimento político, económico e social, figurando um jornalista, correspondente da Angop, Agostinho Moisés.

A escritora Rosa Santos aproveitou o momento para o lançamento da sua obra literária “ Palavras sentidas a Madrugada”. (Angop)

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