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Parceiros ajudam a suavizar a dependência ao petróleo

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) conduz desde Abril, até hoje, em Luanda, um seminário para funcionários do Estado, gerentes de empresas, representantes da indústria e pesquisadores universitários, para identificar os sectores económicos que podem ajudar a suavizar a dependência de Angola às exportações de petróleo e tornar o crescimento mais sustentável.

O programa, denominado “Train for Trade II”, constitui a componente número um do ACOM (Projecto de Apoio ao Comércio), um projecto financiado pela União Europeia, essencialmente focalizada na área da formação, e visa a capacitação das instituições e dos recursos hu-manos nos sectores público e privado angolano, para a formulação e implementação de políticas comerciais e matérias conexas, em apoio aos esforços de diversificação da economia em domínios chave fora do sector petrolífero e a promoção das exportações.

O país teve um dos maiores crescimentos no continente africano durante as últimas décadas, mas esse sucesso económico dependeu quase exclusivamente do petróleo, que representa 93 por cento do total das exportações de mercadorias. Por isso, quando os preços do petróleo caíram em 2014, o crescimento também desmoronou e as receitas seguiram a mesma esteira.

À medida que o país procura diversificar a sua economia, o Executivo está atento em sectores que podem ser os mais amigáveis ao meio ambiente, para criar mais postos de trabalho para uma grande parte desfavorecida da sociedade, como as áreas da indústria do café e da pesca.

O seminário é o primeiro passo para o processo de criação de uma estratégia nacional para a construção de sectores económicos “verdes” e competitivos em Angola, que devem ser definidos no “National Green Export Review”.

Ao discursar no seminário, a 11 deste mês, o ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, disse que a “Revisão Nacional de Produtos Verdes é um factor chave para a transição de uma economia focada nas indústrias extractivas e na exportação de um único produto, para uma economia focada na exportação de produtos mais ecológicos”. “Os sectores dinâmicos da economia verde podem fazer contribuições importantes para a conquista dos objectivos nacionais de desenvolvimento relacionados à diversificação económica, redução da pobreza, desenvolvimento rural, criação de empregos e melhoria geral do bem-estar social”, acrescentou.

A Revisão Nacional de Produtos Verdes de Angola é uma das componentes estraté-gicas de um projecto de quatro anos, de 5,5 milhões de euros, financiado pela União Europeia e é um programa conjunto de apoio UE-UNCTAD a Angola (Train for Trade II).

O embaixador da União Europeia (UE) em Angola, Tomás Ulicný, retomando as observações do ministro do Comércio, disse que “o crescimento das exportações é uma clara prioridade no actual contexto de Angola e os sectores verdes emergem entre os mais promissores e com maior potencial.”

“O fortalecimento da capacidade nacional é indispensável no longo processo de diversificação da economia e, portanto, é essencial adquirir conhecimento sólido sobre esses assuntos. Sem dúvida, o programa “Train for Trade II” proporcionará essa oportunidade a
Angola”, disse Tomás Ulicný.

Entre os 30 participantes ao seminário, constam representantes do Instituto Angolano do Café, da Associação Industrial Angolana (AIA), da Agência Angolana de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), do Banco Nacional de Angola e da Associação dos Banqueiros Angolanos (Abanc).

Iniciado em 2014, o “National Green Export Reviews” tornou-se numa parte importante do trabalho da UNCTAD para ajudar os países em de-senvolvimento a diversificar as suas economias, construindo sectores competitivos de economia verde. Até agora, as revisões foram concluídas para o Equador, Etiópia, Marrocos e Vanuatu. Além de Angola, estão em curso revisões para o Líbano, Madagáscar, Moldávia, Omã e Senegal.

“A UNCTAD não promove o comércio pelo comércio. Nós promovemos o comércio porque sabemos que, quando feito correctamente, pode melhorar vidas e promover processos de produção que são melhores para o meio ambiente. É disso que trata a Revisão de Exportação Verde”, disse o economista da UNCTAD, Henrique Pacini, que faz parte da equipa que lidera o treinamento em Luanda. (Jornal de Angola)

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