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Mohamed VI do Marrocos quer reforço da cooperação com Angola

O Rei Mohamed VI de Marrocos exprimiu nesta quinta-feira ao Estadista angolano, João Lourenço, o interesse no reforço das relações de cooperação com Angola nos mais variados domínios.

A informação foi prestada à imprensa pelo enviado especial e chefe da diplomacia marroquina, Masser Bourita, no final de uma audiência que lhe foi concedida pelo estadista angolano, João Lourenço.

Visando do intercâmbio nos vários domínios, o Rei Mohamed VI convidou João Lourenço a visitar Marrocos, de modo a reforçar a parceria entre as duas nações africanas.

O diplomata marroquino disse ter sentido abertura, da parte do Presidente angolano, para a criação de um modelo de que privilegie o fortalecimento da cooperação sul-sul.

Por sua vez, o ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, sublinhou que os dois estadistas corroboram da ideia de existência de um grande potencial a explorar, no domínio da cooperação entre Angola e o Reino de Marrocos.

Declarou que as partes preparam a visita do estadista angolano a Marrocos, que poderá ser retribuída pelo soberano marroquino.

Lembrou que, desde o início do ano, o Chefe de Estado angolano e o Rei de Marrocos já mantiveram dois encontros e as partes trabalham para que, ao longo de 2018, tenha lugar “um grande encontro empresarial”, que reflicta o desejo de cooperar em projectos concretos.

Acrescentou que existirem já contactos a nível empresarial que carecem de enquadramento institucional, principalmente pela mobilização do sector financeiro, para que os empresários dos dois países possam desenvolver entre si a cooperação.

Manuel Augusto referiu que Marrocos é muito avançado em áreas como as energias renováveis, agricultura, exploração mineira e acumula experiência no domínio industrial e de prestação de serviço, ao deter um dos maiores bancos em África. Declarou que o contexto incentiva os dois governos materialização da cooperação.

Por outro, disse existir igualmente uma concertação no domínio político sobre questões africanas e mundiais.

Quanto a questão do Sahara ocidental, o ministro angolano disse que o assuntos tem sido abordada ao mais alto nível, sem tabu, sempre no espírito de se encontrar soluções que possam ir ao encontro do interesse dos povos e do continente.

Sublinhou que o Reino de Marrocos tem tido abertura para o diálogo a nível da União Africana e da ONU. (Angop)

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