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Eritreia vai enviar delegação à Etiópia para negociações sobre fronteiras

A Eritreia afirmou que enviará uma delegação a Adis Abeba para “traçar um plano de ações futuras” com a Etiópia, país do qual se tornou independente em 1993, anunciou hoje o Presidente eritreu, Isaías Afewerki.

“Vamos enviar uma delegação a Adis Abeba para avaliar os últimos acontecimentos de forma direta e em profundidade e traçar um plano de ações futuras”, disse Afewerki, num discurso no Dia dos Mártires, publicado pelo Ministério da Informação eritreu.

É a primeira reação da Eritreia ao anúncio feito pelo Governo etíope, no início desse mês, que garantiu aceitar e aplicar plenamente o Acordo de Argel, assinado em 2000 para selar a paz com os eritreus e que contêm limites fronteiriços que, até agora, Adis Abeba rejeitava.

O Presidente da Eritreia descreveu o anúncio do executivo etíope como um “sinal positivo”.

“A complementaridade dos dois povos e países, os interesses bilaterais e a prosperidade são metas sacrossantas, temos trabalhado duramente e temo-nos sacrificado por duas gerações”, afirmou Afewerki no seu discurso.

No entanto, a Eritreia não deu mais detalhes sobre quem fará parte dessa delegação ou quando viajará para o país vizinho.

A Eritreia tornou-se independente da Etiópia em 1993, mas as disputas fronteiriças levaram os dois países a uma guerra entre 1998 e 2000, que terminou com dezenas de milhares de mortos em ambos os lados.

Os dois países assinaram um acordo de paz a 12 de dezembro de 2000, em Argel, mas a demarcação final da fronteira comum ainda está pendente.

O Acordo de Argel estipula que os dois países devem aceitar a decisão da Comissão de Fronteiras da Eritreia e da Etiópia como “definitiva e vinculativa”.

No entanto, quando a Comissão decidiu conceder à Eritreia a cidade de Badme, considerado o epicentro da guerra, a Etiópia recuou no seu compromisso.

O Acordo de Argel é impopular na Etiópia, onde muitos cidadãos acreditam que foram traídos pelo seu Governo depois de o país ter vencido a guerra com a Eritreia. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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