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SEF deixou escapar mais três marroquinos do aeroporto

Os fugitivos, entretanto detidos, viajavam com um bilhete para o Mundial de Futebol, que os isenta de visto de entrada na Rússia. Na zona de trânsito desapareceram

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deixou escapar mais três cidadãos marroquinos do aeroporto de Lisboa. A fuga foi confirmada ao DN pelo ministério da Administração Interna que, deu ordena à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) para instaurar o inquérito disciplinar para apurar as responsabilidades desta polícia de fronteiras no aeroporto.

Os homens foram entretanto localizados por uma equipa deste serviço de segurança já fora do perímetro aeroportuário e, de acordo com o SEF “foram detidos e presentes a tribunal”, encontrando-se à sua guarda “a aguardar o respetivo afastamento de território nacional”.

O desaparecimento dos três homens, que vinham num voo TAP de Casablanca, teve lugar no dia 10 de junho e foi reportado na Unidade de Coordenação Antiterrorista (UCAT) do Sistema de Segurança Interna (SSI). Apesar de ter apanhado os marroquinos, os inspetores do SEF não ganharam para o susto.

Em 2016, quatro fugas do aeroporto Humberto Delgado – um marroquino em junho, outro em julho e dois argelinos em setembro – criaram alarme na segurança nacional. Um grupo de trabalho criado pelo então ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, constituído por peritos da PSP, PJ, SEF e Serviço de Informações de Segurança (SIS) identificou vulnerabilidades.

A governante apresentou uma proposta para reforçar a segurança neste aeroporto, cujo desenvolvimento passou depois a ser coordenado pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), cuja aprovação ainda não foi decidida pelo governo.

Em janeiro de 2017, já depois do alerta com as fugas, outros dois cidadãos argelinos conseguiram fintar a segurança da PSP na placa do aeroporto, saltaram a vedação e escaparam também. Acabaram por ser detidos, horas mais tarde, na gare do Oriente. Não evitou, no entanto, que Constança Urbano de Sousa fosse questionada pela oposição no parlamento, onde, semanas antes tinha garantido um reforço de segurança para atenuar as fragilidades.

Novo modus operandi

Neste novo caso de fuga, o SEF salientou, na informação que revelou aos seus parceiros da segurança interna, que admitia estar perante um novo modus operandi. Estes três marroquinos viajavam com bilhetes para o mundial de futebol na Rússia, o que lhes permitia entrar nesse pais sem visto. De acordo com as averiguações efetuadas logo que se deu pela falta dos três homens – Faical L., Mohammed B. e Youness A. – estes desapareceram dos “radares” (mais concretamente das imagens das câmaras de videovigilância quando passavam o controlo em direção à zona de trânsito para ligação ao voo para Moscovo, também da TAP. Um quarto passageiro também tentou um desvio, mas foi detetado pela PSP na placa, entregue ao SEF e devolvido a Marrocos.

O SEF, que abriu um inquérito-crime de investigação, deu conta ao SSI que, tendo em conta a abertura da Rússia no período do mundial de futebol, seria preciso atenção redobrada ao que seria um novo esquema para entradas ilegais no espaço europeu, com o pretexto do campeonato do mundo de futebol, em voos de transito para aquele país. Este serviço de segurança, responsável pelo controlo de fronteiras, reforçou por isso as medidas de controlo dos passageiros dos voos de Marrocos e também da Argélia, onde têm sido detetados mais fluxos de imigração ilegal.

Os marroquinos, recorde-se, são considerados de risco pela intelligence ocidental, principalmente devido ao facto de terem sido das nacionalidades mais identificadas entre os combatentes do daesh. Em Portugal, o Ministério Público acusou recentemente um marroquino, Abdessalam Tazi, que usava o nosso país como base para recrutar jovens para o estado islâmico. (Diário de Notícias)

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