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Mais de 20 casos da doença do sono detectados nos últimos seis meses no país

Durante a campanha de rastreio da doença do sono, que decorreu de janeiro a 18 de junto deste ano, foram notificados 21 novos casos da doença, contra 18 registados no ano de 2017.

Em declarações hoje, terça-feira, à Angop, o director-geral do Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases (Icct), Josenando Teófilo, disse que, presume-se que até Dezembro haverá mais casos do que o ano passado, porque a campanha de busca activa vai continuar para a descoberta de pessoas escondidas nas aldeias e daqueles casos que escaparam da vigilância e controlo dos médicos.

Os casos foram notificados nas províncias do Cuanza-norte (9), Bengo (3), Luanda (4), Uíge (4) e Zaire (1).

“A doença do sono, no seu estágio inicial, a pessoa infectada apesenta alguns sintomas semelhantes à malária, por isso, o reforço da vigilância epidemiologica”, sublinhou.

Acrescentou que, neste momento, estão sob controlo médico 58 pessoas com a doença.

Josenando Teófilo anunciou que a campanha vai prosseguir, ainda este mês, nas províncias já rastreiadas (Uíge, Cuanza-norte, Bengo e Luanda (Quiçama e Icolo e Bengo), porque podem ter escapados alguns casos, pois, por vezes, muitos habitantes na hora do rastreio encontram-se nas lavras.

Para as campanhas de rastreio, o Icct tem contado com o apoio das comunidades na luta anti-vectorial, na colocação de armadilhas de captura da mosca tsé tsé.

Para o responsável, o facto desta doença ser uma endemia complexa de tal modo que a presença de um doente ou de moscas tsé tsé é suficiente para alcançar um número elevado de enfermos, o Icct vai continuar com as campanhas de rastreio, com o objectivo de reduzir o número de doentes e cortar a cadeia de transmissão.

A nova estratégia de combate à doença, com testes rápidos e através da Biologia Molecular, que consiste na detecção rápida do ADN do tripanossoma no sangue, com a introdução um novo modelo de microscópio florescente, está a facilitar o diagnóstico da doença.

“A implementação destas técnicas faz parte de um projecto que está a ser financiado pela Fundação Internacional para Inovação de Novos Diagnósticos”, para ajudar Angola a combater a Doença do Sono”, frisou.

Assim, apela ao apoio dos administradores municipais e da população que reside nas zonas onde vão as equipas móveis do ICCT no sentido de aderirem as campanhas, pois a assistência é gratuita e consta das prioridades do Executivo angolano, visando a eliminação da doença do sono até ao ano 2020. (Angop)

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