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“Os actos” de Bastos de Morais que colocaram as Maurícias no seu encalço: Corrupção, apropriação indevida de fundos e lavagem de dinheiro

A decisão das autoridades mauricianas de congelarem 91 contas bancárias e licenças de investimento em nome do suíço-angolano Jean-Claude Bastos de Morais, e da sua empresa Quantum Global, tem na base várias suspeitas de crimes financeiros, avança o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI), que cita um documento da Unidade de Informação Financeira das Maurícias.

Segundo o CIJI, a Unidade de Informação Financeira das Maurícias (UIF na sigla inglesa) argumentou, no depoimento escrito ajuramentado junto do Tribunal Supremo – que esteve na base da ordem judicial para congelar as contas bancárias ligadas a Bastos de Morais e à Quantum Global -, que havia um “sério risco de desperdício, ou de transferência ilegal de dinheiro”.

Para sustentar a alegação, a UIF invocou “actos” do empresário suíço angolano enquadráveis em “crimes de corrupção, apropriação indevida de fundos e lavagem de dinheiro”.

As suspeitas de ilegalidades visando Bastos de Morais nas Maurícias, que o próprio já desmentiu repetidas vezes, surgiram depois de a investigação jornalística conhecida por Paradise Papers o ter acusado de fazer fortuna à custa do povo angolano.

Com base nos documentos obtidos no âmbito dessa investigação, o jornal Le Matin Dimanche publicou, em Novembro passado, um extenso artigo, no qual abordou a proximidade do suíço-angolano ao poder angolano, considerada “uma excepção”, tendo em conta que Bastos de Morais tem no seu cadastro uma condenação por crime económico.

“As pessoas condenadas penalmente por crime económico normalmente não gerem milhares de milhões de dólares de bens públicos”, escreveu a publicação, recuando a uma sentença judicial proferida a 13 de Julho de 2011 por um tribunal suíço do Cantão de Zug.

Nessa data, o líder da Quantum Global foi condenado por “gestão criminosa qualificada e reincidente”, sentença que já não é passível de recurso.

O Le Matin Dimanche cita mesmo um excerto do veredicto, no qual o juiz conclui que o empresário e um sócio “enriqueceram indirectamente” na sequência dessa gestão, e demonstraram ter uma “mentalidade de self-service”.

Apesar do historial, Jean-Claude Bastos de Morais não só conseguiu ficar com gestão de 85% dos activos do FSDEA, através da sua Quantum Global, como as suas empresas surgem na linha da frente dos projectos financiados pelo Fundo.

Conflito de interesses? O empresário sempre defendeu que não existem, tal como rejeitou a ideia de beneficiar pessoalmente dos projectos financiados pelo FSDEA. (Novo Jornal Online)

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