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Brasil tropeça no ferrolho suíço

(Reuters)

Seleção brasileira mostra apresentação sólida, competitiva e segura, mas cochilo na defesa a impede de sair com vitória na estreia na Copa, perante um adversário aguerrido.

O Brasil parou no ferrolho defensivo da Suíça e estreou na Copa do Mundo de 2018 com um empate. Philippe Coutinho abriu o placar para a Seleção, enquanto Steven Zuber marcou para os suíços, em Rostov. O empate em 1 a 1 deste domingo (17/06) interrompeu uma sequência de dez vitórias seguidas da seleção brasileira em estreias em Copas.

Diferentemente da apresentação da Alemanha frente ao México momentos antes, a seleção brasileira mostrou uma postura tática bem definida, correu poucos riscos e conseguiu produzir algumas jogadas envolventes, com triangulações e verticalizações – no primeiro tempo. O golaço de Philippe Coutinho deu tranquilidade e propiciou à Seleção definir o ritmo de jogo.

Mas, na segunda etapa, viu-se um jogo completamente diferente em Rostov. O empate, em falha defensiva numa cobrança de escanteio, revelou nervosismo e falta de alternativas ofensivas – as mudanças de Tite não surtiram efeito. O Brasil foi constantemente parado em pequenas faltas táticas, e a Suíça inteligentemente não deixou o jogo fluir.

Antes do jogo, o lateral suíço Ricardo Rodriguez já havia dito que o time jogaria por uma bola. E esta bola acabou sendo o gol de escanteio – dentro da pequena área, convertido por Zuber, quase sem marcação.

A seleção brasileira não encantou, mas mostrou uma apresentação sólida, competitiva e segura – e são estas as qualidades mais importantes no futebol moderno. Não houve nenhum destaque individual: quando jogou bem, principalmente no primeiro tempo, o coletivo se destacou do jeito que o treinador Tite prega e exige.

O setor defensivo voltou a sofrer um gol depois de cinco partidas – em 21 jogos sob o comando de Tite, a seleção brasileira sofreu apenas seis gols, invariavelmente em jogadas aéreas, o tendão de Aquiles da defesa brasileira. No geral, o goleiro Alisson teve pouco trabalho no jogo.

A última vez que o Brasil não venceu na estreia foi em 1978, quando empatou em 1 a 1 com a Suécia. Nas 20 edições anteriores, foram 16 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas, ambas nos dois primeiros mundiais – 2 a 1 para a Iugoslávia, em 1930, e 3 a 1 para a Espanha, em 1934.

O jogo

O Brasil tomou a iniciativa do jogo e conseguiu encaixar alguns bons passes na costurada defesa suíça. O atacante Gabriel Jesus se movimentou bastante e sua flutuação permitiu as penetrações de Paulinho e Willian, mas Neymar encontrava-se num posicionamento mais distante da grande área adversária.

A pressão inicial surtiu efeito e levantou a torcida brasileira, predominante na Arena Rostov. Aos 11 minutos, o desvio de Paulinho passou triscando a trave. Oito minutos depois, Philippe Coutinho pegou um rebote da defesa suíça na entrada da área e acertou uma espetacular finalização no ângulo de Yann Sommer. Início dos sonhos para os comandados de Tite.

O jogo que parecia tranquilo para o Brasil ficou complicado, após falha infantil numa cobrança de escanteio, aos cinco minutos da segunda etapa. Steven Zuber subiu sozinho dentro da pequena área e empatou a partida – Alisson ficou plantado na linha, e Miranda reclamou de um empurrão.

A partida perdeu em qualidade e ficou mais brigada do que jogada. O ferrolho suíço permitiu muito pouco para a seleção brasileira e, quando preciso, parou as jogadas com faltas táticas – só Neymar sofreu dez e teve inclusive seu meião rasgado. Coutinho, o mais lúcido em campo, teve uma boa chance aos 25 minutos. No final, Miranda e Renato Augusto passaram perto de dar a vitória à seleção brasileira.

Na sequência, o Brasil enfrenta a Costa Rica, em 22 de junho, em São Petersburgo, e encerra sua participação na fase de grupos contra a Sérvia, em 27 de junho, em Moscou.

Ficha técnica

Brasil 1 x 1 Suíça

Local: Arena Rostov

Arbitragem: César Ramos (México), auxiliado por seus compatriotas Marvin Torrentera e Miguel Hernández.

Gol: Philippe Coutinho (19’/1T), Steven Zuber (5’/2T)

Cartões amarelos: Stephan Lichtensteiner (31’/1T), Casemiro (2’/2T), Fabian Schär (20’/2T), Valon Behrami (23’/2T)

Brasil: Alisson; Daniloe, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro (Fernandinho 15’/2T), Paulinho (Renato Augusto (32’/2T) e Philippe Coutinho; Willian, Neymar e Gabriel Jesus (Roberto Firmino (34’/2T). Técnico: Tite.

Suíça: Yann Sommer; Stephan Lichtsteiner (Michael Lang 43’/2T), Fabian Schär, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Valon Behrami (Dennis Zakaria 25’/2T) e Granit Xhaka; Xherdan Shaqiri, Blerim Dzemaili e Steven Zuber; Haris Seferovic (Breel Embolo 35’/2T). Técnico: Vladimir Petkovic. (DW)

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