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De Buffon a Bale, as estrelas que não vão pisar os relvados da Rússia

Itália e Holanda são os grandes ausentes do torneio. Mas há outros grandes craques que ficam de fora. Veja alguns exemplos

Valem milhões, jogam em alguns dos melhores clubes do mundo, mas não vão estar na maior montra do futebol, o Mundial da Rússia, que arranca dia 14 (só estão contemplados futebolistas cujas seleções não se apuraram). Muitos até integram seleções históricas, com passado na prova, como são os casos da Itália, Holanda ou Chile, que contra todas as previsões ficaram de fora. Outros pertencem a países com pouca dimensão no panorama de seleções a nível mundial e por isso raramente (ou nunca) jogam fases finais de um Campeonato do Mundo de futebol.

A Itália é o exemplo mais flagrante. Quatro vezes campeã do Mundo (1934, 1938, 1982 e 2006), a azzurra ficou pela primeira vez de fora de uma fase final de um Mundial. E por isso não vamos ver jogadores como Verratti, Gianluigi Buffon, Insigne, Chiesa, Immobile, Chiellini ou Bonucci nos relvados da Rússia. O mesmo se passa com a Holanda, finalista vencida na África do Sul (2010) e terceira classificada no Brasil (2014), que deixa de fora do Mundial nomes sonantes como Daley Blind ou Van Dijk.

Há também casos fora da Europa. Na América do Sul, o Chile de Alexis Sánchez e Arturo Vidal não conseguiu o apuramento, tal como em África os Camarões e a Costa do Marfim também ficaram de fora, impedindo alguns dos melhores jogadores africanos que jogam na Europa de brilhar na Rússia.

Há depois os exemplos de grandes craques que representam seleções de nível médio/baixo. Um dos casos mais evidentes é o do avançado Aubameyang, que representa o Gabão. Também Oblak (Eslovénia), um dos melhores guarda–redes do mundo, vai ver o torneio pela TV, como Pjanic (Bósnia) e Hamsik (Eslováquia). Neste Mundial há ainda o caso de Gareth Bale, que não se irá mostrar na Rússia pelo País de Gales. Ou Mkhitaryan (Albânia) e Valencia (Equador).

Os ausentes davam para formar várias equipas. Se seguirmos o critério dos mais valiosos por posição (ver campo ao lado), seria possível construir um onze cujo valor de mercado, de acordo com o site transfermarkt, rondaria os 600 milhões de euros. Numa versão com jogadores históricos, figuravam no mesmo onze Buffon, Chiellini, Bonucci, Vidal, Dzeko, entre outros.

Exemplos antigos

A história dos grandes ausentes é cíclica. E não faltam casos de nomes sonantes que nunca conseguiram participar em Mundiais, a maioria das vezes prejudicados por representarem países com pouca expressão futebolística.

George Weah é um dos grandes exemplos. O atual presidente da Libéria, que foi eleito o melhor jogador do Mundo em 1995, pagou a fatura de ter nascido num pequeno país africano com pouca tradição no desporto-rei. Ryan Giggs, do País de Gales, é outro bom exemplo, pois só no último Europeu, já com Giggs reformado, o país do Reino Unido chegou a uma fase final de uma grande prova – o Euro 2016. O mesmo se aplica a Ian Rush (Gales) e a George Best (Irlanda do Norte).

Um dos casos mais estranhos é mesmo Alfredo Di Stéfano, ainda hoje considerado um dos melhores jogadores da história do poderoso Real Madrid. O avançado nascido na Argentina foi prejudicado pelo hiato na realização do Mundial a seguir à II Guerra Mundial. Ainda se naturalizou espanhol e esteve para representar o país vizinho no Mundial de 1962, mas lesionou-se e não disputou nenhum jogo. Di Stéfano ainda jogou pela seleção da Colômbia, mas também aqui não conseguiu o passaporte para participar num Campeonato do Mundo de futebol. (Diário de Notícias)

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