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Camões/Centro Cultural Português: “ESCRITOR DO MÊS NA BIBLIOTECA CAMÕES”

O CAMÕES – CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS (Av. de Portugal nº 50), no quadro da promoção das letras e da língua portuguesa, criou um espaço de promoção e divulgação de autores de língua portuguesa na BIBLIOTECA CAMÕES, no qual é feita leitura colectiva de extractos de obras e biografias de criadores literários. Este Núcleo de Leitura contempla momentos interactivos com participação dos utentes da Biblioteca, na sua maioria, jovens estudantes de vários níveis de ensino, designadamente universitário e pré-universitário.

Em cada mês, é identificado um autor, cuja obra é revisitada, no formato referido, em dois dias de cada mês.

Na 5ª Edição do “Escritor do Mês na Biblioteca Camões” será revisitado LUÍS DE CAMÕES, um dos poetas portugueses mais universais, em alusão ao 10 de Junho, data em que se assinala a sua morte. Nos dias 14 (5ª feira) e 25 de Junho (2ª feira), a partir das 10H00, será revisitada a obra deste expoente maior da poesia em língua portuguesa. Autor de “Os Lusíadas”, uma das mais importantes obras da literatura portuguesa, na qual se fundem elementos épicos e líricos, que sintetizam as principais marcas do Renascimento Português: o humanismo e a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, numa mistura de factos históricos com intrigas de deuses gregos.

Fazem parte da sua obra também canções ou trovas populares e poesia que relembram as cantigas medievais. A sua poesia revela uma particular sensibilidade para os dramas humanos, amorosos e existenciais. A maior parte da sua obra é composta de sonetos e redondilhas, de uma perfeição geométrica, sem abuso de artifícios e uma meticulosa arrumação.

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem, se algum houve, as saudades..

(Luís de Camões)

SOBRE O AUTOR

Quase todos os dados biográficos do mais célebre poeta português são incertos. Não se sabe onde nasceu, mas segundo se crê, terá sido em Lisboa ou em Coimbra, possivelmente no ano de 1525. Seus pais tinham por nome Simão Vaz de Camões e Ana de Sá e Macedo, e diz-se que pertenciam à pequena nobreza do Reino, facto hoje considerado improvável face às certezas dos poucos documentos oficiais que se lhe referem. Do mesmo modo se afirma que estudou em Coimbra e aí adquiriu os seus firmes conhecimentos literários e filosóficos. Diz-se que foi perceptor do filho do conde de Linhares. A maior parte dos factos da sua agitada vida são por si relatados na vastíssima obra lírica que até nós chegou. Por aí se lhe conhecem os amores, a vida boémia e arruaceira, as alegrias e as solidões, o trajeto do seu espírito inquieto, as frustrações e a pobreza.

Esteve em Ceuta como soldado e aí perdeu um olho em combate com os mouros. De volta a Lisboa, metido em apuros numa rixa com um funcionário da corte, é preso na cadeia do Tronco – local onde eram encarcerados os homens não-nobres do Reino – e obrigado a embarcar para a Índia. Aí participou em várias expedições ao longo da costa do Malabar, do mar Vermelho e do golfe Pérsico. Viajou também até às Molucas e Macau. Por essa altura, já com uma parte ou a totalidade d’Os Lusíadas escrito, naufragou, salvando a custo o manuscrito da única obra que publicara em vida – isto a acreditar nas suas próprias palavras.

Em Goa, cidade que o decepcionou, chegou também a estar preso, mas alguns dos poucos amigos que tinha pagaram-lhe as dívidas que contraíra e arranjaram modo de que ele retornasse a Portugal. É assim que, em 1569, Diogo do Couto o encontra em Moçambique «comendo de amigos», terminando Os Lusíadas e o Parnaso (obra que se perdeu), sem dinheiro para continuar o retorno a Lisboa. Auxiliado por um grupo de amigos, conseguiu finalmente chegar a Portugal, onde terminou a vida no desconforto da «pura pobreza», segundo uma velha tradição auxiliado pelo seu criado Jau, um escravo que trouxera de Java. Contudo, conseguira em 1572 a publicação d’Os Lusíadas e uma pequena e irregular tença de 1500 réis, tendo falecido em Lisboa, no dia 10 de junho 1580.

OBRAS

Havendo, presentemente, várias edições críticas das obras de Luís de Camões, referenciam-se aqui, apenas, as edições saídas em vida do autor ou publicadas imediatamente após a sua morte:

Colóquios dos Símplices e Drogas, de Garcia de Orta;

Ode ao Conde de redondo;

História de Santa Cruz, de Pedro de Magalhães Gândavo;

Elegia

Depois que Magalhães Teve Tecida;

Soneto

Vós, Ninfas da Gangética Espessura;

Os Lusíadas;

Rimas;

Comédia

Anfitriões;

Filodemo;

Auto d’El-Rei Seleuco;

Compilação

Primeira Parte dos Autos e Comédias Portuguesas por António Prestes e Luís de Camões e por Outros Autores Portugueses, de Afonso Lopes.

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