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PR clarifica posição de Luanda face à disputa de Jerusalém por israelitas e palestinianos

O Presidente da República clarificou a posição de Angola face ao conflito que, no Médio Oriente, opõe israelitas e palestinianos, sublinhando aquela que é, desde sempre, a opção de Luanda pelos dois estados preconizados pelas Nações Unidas, que consagra a criação do Estado da Palestina.

Esta afirmação de João Lourenço contraria, sem se referir a esse episódio, o significado da presença do diplomata angolano, João Diogo Fortunato, ministro Conselheiro na embaixada em Israel, na inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém, cidade pretendida para capital por Israel e pelos palestinianos, que levou, esta semana, à sua exoneração pelo ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, sob o argumento de que “não foram observados os procedimentos da cadeia de decisão interna”,

A presença de Diogo Fortunato na inauguração da nova embaixada dos EUA em Jerusalém pode pressupor a concordância de Luanda com o reconhecimento de Washington da Cidade Santa como capital de Israel, o que vai contra a posição de Angola marcada pelo alinhamento daquela que é a das Nações Unidas, que consagra a existência de dois estados, a Palestina e Israel.

Defendendo a necessidade de que se “observem as normas do direito internacional e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU como instrumentos válidos para a resolução dos problemas que o mundo vai enfrentando”, João Lourenço falou do velho conflito no Médio Oriente que opõe palestinianos e israelitas, e advogou a necessidade da criação do Estado da Palestina, “convivendo pacificamente com o estado de Israel, como um direito inalienável do povo palestiniano”.

Ao discursar na VIII Reunião de Embaixadores, o Presidente da República (PR), João Lourenço, não deixou de referir a política internacional, destacando os principais conflitos que se registam quer em África, na RDC, na República Centro Africana, no Burundi, e no Sudão do Sul, quer os que “ocorrem noutras regiões do planeta”, nomeadamente no Médio Oriente e na Síria.

“Conflitos relativamente aos quais teremos de envidar esforços no sentido de se desenharem soluções políticas e diplomáticas assentes no diálogo, que concorram para o restabelecimento da paz nesses países”, defendeu.

“No caso particular da RDC, até mesmo pelas incidências directas do conflito no nosso país, Angola vai continuar a empenhar-se conjuntamente com outros parceiros regionais e internacionais, no sentidp de que o governo do Congo democrático implemente cabalmente os acordos internamente estabelecidos”, afirmou o PR, que acrescentou que deve ser conferido à União Africana um papel relevante na articulação dos esforços e iniciativas que se vão empreendendo com vista à solução dos conflitos no continente africano”.

A imigração ilegal e o contrabando estiveram também no centro do discurso de João Lourenço, que destacou a criação da Zona do Comércio Livre Continental, como sendo “uma plataforma impulsionadora do progresso e desenvolvimento em África”.

Participam na VIII Reunião de Embaixadores os 59 chefes de missões diplomáticas que representam Angola na América, Europa, Ásia e África. (Novo Jornal Online)

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