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PN detém homens acusados de participar no duplo homicídio

A Polícia Nacional deteve, esta semana, no distrito urbano do Kima-Kieza, município do Cazenga, dois homens acusados de ter participado no duplo homicídio, carbonizado e atirado os corpos para uma vala de drenagem no bairro Bula.

O director do gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da delegação provincial do Ministério do interior, intendente Mateus de Lemos Rodrigues, em declarações à Angop disse que os detidos, cujas identidades não foram reveladas, são cidadãos nacionais que professam o islão.

Questionado sobre a existência de uma suposta milícia que conta com o apoio de cidadãos estrangeiros, Mateus Rodrigues disse que as autoridades policiais são a única força autorizada para prevenir e reprimir a criminalidade.

Defendeu a necessidade das populações evitarem a prática da justiça por mãos próprias, por constituir crime.

A Polícia Nacional reforçou a segurança na zona com patrulhamentos, principalmente no período nocturno.

“ Estamos empenhados na promoção da segurança e do bem-estar da população, mediante a prevenção e combate à delinquência, devolvendo o sentimento de tranquilidade e estabilidades aos munícipes”, garantiu.

Por outro lado, incentivou a população no sentido de ter uma boa postura, denunciando com antecedência, para facilitar a rápida intervenção da Polícia Nacional, que tem como objectivo garantir a segurança e ordem pública.

O duplo homicídio que vitimou os jovens Luís Evaristo e Isaquiel Lupassa, de 18 e 28 anos de idade, respectivamente, ocorreu quando estes, em companhia de outros dois jovens, saiam de uma festa e foram interpelados por um grupo de indivíduos que realiza o patrulhamento no bairro com o propósito de manter a ordem e tranquilidade na zona.

Pedro Neto, tio de Luís Evaristo, disse que os jovens foram asfixiados e carbonizados depois de serem acusados de assaltar uma cantina pelo grupo que, depois das 22 horas, interpela todo o cidadão que estiver na rua e faz justiça por mãos próprias. Os dois outros jovens conseguiram escapar.

Explicou que os jovens não foram encontrados com objectos de roubo, muito menos armas brancas ou de fogo, apenas vinham de uma festa.

Catarina Neto, mãe de Isaquiel Lupassa que frequentava o segundo ano do curso de direito na província do Bié, clama por justiça, porque a acusação segundo a qual tinham assaltado uma cantina não corresponde a verdade.

” Eram quatro jovens, vinham de uma festa, dois conseguiram fugir, mas os infelizes foram capturados, asfixiados e carbonizados”, lamentou. (Angop)

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