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“Duas noras, uma prima, uma sobrinha e outras pessoas próximas” – os “eleitos” da administradora do Golungo Alto que a população contesta

Há dois anos à frente do município do Golungo Alto, na província do Kwanza-Norte, a administradora Teresa António da Costa está a ser acusada pela população de privilegiar amigos e familiares nas contratações. Apesar de admitir que escolheu “pessoas muito próximas e de confiança” para a auxiliarem, como “duas noras, uma prima, uma sobrinha”, a responsável recusa a prática de nepotismo.

“Levei algumas pessoas para me auxiliar porque é necessário que alguém quando vai num local onde nunca viveu tem de ir com alguém para te cuidar. E num palácio da administração não vou meter qualquer pessoa que não conheço, não é possível”, explicou a administradora municipal Teresa António da Costa.

Falando à agência Lusa, a responsável rejeitou “categoricamente” as acusações de “nepotismo e apropriação de residências públicas para benefício pessoal”, que lhe estão a ser dirigidas pela população.

A administradora acrescenta que quando assumiu o cargo, há dois anos, levou “apenas seis pessoas, entre elas duas noras, uma prima, uma sobrinha e outras pessoas próximas”, e “da sua confiança”, das quais três estão no palácio e outras três no seu gabinete, com funções de directora, assessor e secretária.

Segundo Teresa António da Costa, que destacou ainda o facto de nunca ter exonerado qualquer funcionário, a escolha de pessoas próximas é um acto de prudência.

“Nós somos africanos, quando a gente substitui os outros, os outros as vezes pensam que nós é que lhe tiramos do poder, então a pessoa tem que ter esta precaução. Agora nepotismo como dizem, comigo não existe”, reforçou a responsável, em declarações à Lusa.

Teresa António da Costa considerou ainda que os munícipes “estão a reclamar porque querem emprego e isso não é possível para todo mundo”.

Para além das acusações de nepotismo, a administradora está a ser contestada por alegadamente se ter apropriado das residências de um dos bairros do município, situação que também desmente.

“As residências pagam-se, elas são 200 de uma zona habitacional. Eu, filha de camponês, onde vou encontrar dinheiro para pagar quatro milhões de kwanzas a cada residência daquelas?”, questionou. (Novo Jornal Online)

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