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Agricultores expõem produtos na feira alusiva as festividades do Luena

Diversos produtos agrícolas e mobiliário nacional estão expostos numa feira, no largo 1º de Maio, nesta cidade, em alusão a VI edição das celebrações do 62º aniversário de elevação da então vila do Luso à cidade do Luea, que se assinalou sexta-feira.

No certame, aberto quinta–feira, estão patentes produtos hortícolas, frutícolas, tubérculos, bens industriais e material de construção civil de empresas representadas na província do Moxico.

Em declarações à Angop, o maior expositor de produtos agrícolas, afecto à associação dos Antigos combatentes, Pereira Chinguenheca, disse que a sua organização tem cultivado vários produtos, mas encontra inúmeras dificuldades para escoa-los do campo para a cidade.

Já o avicultor, Fidel Condola, que participa na feira com 50 galinhas, que diariamente produzem igual número de ovos, pediu ajuda ao governo local para ampliar a sua actividade.

Ao visitar a feira, o administrador do município sede (Moxico), Valdemar Salomão, prometeu apoios aos expositores para aumentarem a produtividade dos bens de consumo.

Na feira, estão também expostas obras artísticas que revelam o potencial cultural do povo do Moxico.

Entretanto, na palestra central que assinalou a efeméride, o economista Fidel Guimarães Pinto defendeu a aposta séria no sector empresarial, que constitui a estratégia viável para a reestruturação e desenvolvimento da cidade do Luena.

O também docente universitário, que dissertou o tema “ Luena o baluarte da paz e as linhas para o seu desenvolvimento”, disse ser necessário haver crescimento para se elevar o nível do desenvolvimento, elegendo o sector empresarial como ideal para o crescimento almejado.

Na ocasião, o administrador do município aniversariante, Valdemar Salomão, convidou os munícipes a participarem na solução dos múltiplos problemas que a circunscrição enfrenta, de forma a se ter uma cidade mais inclusiva. Prometeu criar espaços para auscultação e articulação de ideias das pessoas interessadas a contribuir nesse sentido.

Já o ancião Inácio Baptista, 60 anos de idade, referiu que, antigamente, a cidade Luena era conhecida por “cidade verde”, por albergar lugares de lazer fascinantes, ao contrário do que se verifica hoje em dia, com a construção desordenada dos novos bairros e levantamento de obras em locais antes reservados para jardins.

Importa referir que a cidade do Luena conta, actualmente, com um fornecimento regular de energia às populações, estando em funcionamento uma nova central eléctrica com capacidade de oito MWts.

Tendo em conta o aumento crescente da urbanização da cidade, as centrais em funcionamento tornaram-se insuficientes, daí a instalação de uma central de 5 MWts para suprir o défice.

A cidade do Luena conta, ainda, com oito instituições bancárias, nomeadamente, o BPC, BCI, BAI, Banco SOL, BFA, BNI, Millenium Atlântico e Banco Económico, sendo sete privadas e uma de capital público–privado, o Banco de Poupança e Credito (BPC).

Com cerca de 350 mil e 803 habitantes, a cidade do Luena, ex-Luso, foi fundada pelo tenente-coronel Trigo Teixeira, em Março de 1895, na sua primeira expedição à região, após a extinção da primeira sede provincial. (Angop)

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