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Autoridades do Congo Central garantem controlo da situação da ébola

O director da saúde da região do Congo Central (RDC), Florian Masaki Nzembele, afirmou quinta-feira, em Mbanza Kongo, ser mínimo o risco de propagação do surto da ébola para este território fronteiriço do Congo democrático com as províncias angolanas do Zaire, Uíge e Cabinda, Norte de Angola.

Em declarações à imprensa, no final do encontro transfronteiriço sobre vigilância epidemiológica, o responsável congolês democrático justificou que o surto da febre hemorrágica esta confinado, actualmente, nos distritos de Wangata, Iboko e Bikoro, cidade de Mbandaka, província do Equador, Noroeste da RDC.

Florian Nzembele garante que todas as medidas para se evitar a chegada do surto a outras regiões da RDC foram tomadas pelas autoridades competentes locais, destacando-se o controlo epidemiológico rigoroso das pessoas que saem das zonas atingidas.

No entanto, a fonte alerta que todo o cuidado é pouco, pelo que o sector da saúde da sua região accionou um conjunto de medidas preventivas que resolveu partilhar com as autoridades limítrofes de Angola, dado o movimento migratório que se regista em ambos os lados da fronteira comum.

Para o responsável congolês, as medidas preventivas passam necessariamente pela sensibilização, partilhando com toda a população a definição dos casos de ébola, sintomas e sinais, assim como na criação de um sistema de alerta precoce que permite isolar casos suspeitos.

Explicou que, as amostras retiradas aos pacientes são primeiramente examinados em laboratórios móveis no ponto focal, seguindo-se depois o seu envio ao laboratório nacional para a confirmação ou não da presença do vírus.

As autoridades congolesas reconhecem que um combate eficaz a esta e outras epidemias deve envolver os países que partilham uma vasta fronteira com este território localizado na região dos Grandes Lagos.

Neste encontro de partilha de informação e estratégia de combate às epidemias, com destaque para os vírus da ébola e cólera, ficou actualizada a informação de que a febre hemorrágica no país vizinho já causou 26 mortes desde o seu ressurgimento em Abril último, num universo de 56 casos registados, até ao dia 24 de Maio.

Outra informação relevante e que apontava a fuga de três pacientes com ébola dos centros de tratamento, as autoridades congolesas confirmam o facto, assim como a morte destes.

Nesta reunião, orientada pelo vice-govrernador do Zaire para o sector politico, económico e social, António Félix Kialungila, ficou acordada a realização do próximo encontro do género nos próximos dias e que terá como palco a cidade de Matadi, capital da região do Congo Central.

Participaram no evento, responsáveis dos hospitais provincial e municipais da província do Zaire, directores municipais e chefes de repartições da saúde, entre outros de diversos organismos estatais do governo local, à semelhança da delegação da RDC. (Angop)

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