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Lubango: Hospital despede 70 trabalhadores mas precisa de contratar mais de mil

O Hospital Central do Lubango (HCL) vai despedir, até ao dia 30 deste mês, cerca de 74 trabalhadores eventuais, numa altura em que, para o seu normal funcionamento, a unidade necessita de mais de mil funcionários, segundo o director geral da instituição. Há trabalhadores eventuais a prestar serviços no HCL há mais de dez anos que agora vão para a rua.

Paulo Cassanga, diretor-geral da única unidade hospitalar de referência na cidade do Lubango, em declarações a Novo Jornal Online, disse que está apenas a corrigir o que estava mal no hospital, uma vez que a lei não permite trabalhadores eventuais nas empresas públicas.

“O fenómeno dos eventuais não pode existir, e nós, quando assumimos a direcção do hospital, já encontrámos esse problema. Com a orientação de que não podem existir funcionários eventuais, estamos a corrigir aquilo que está mal”, afirmou.

O responsável ressaltou que os trabalhadores eventuais estão no hospital há mais de um ano sem serem pagos e que o hospital só tem criado e aumentado as dívidas para com eles.

“Para não continuarmos a ter dívidas, decidimos pôr fim a este vínculo, porque não temos condições financeiras para continuar a suportar estas despesas”, disse Paulo Cassanga.

O director-geral do HCL assegurou que os funcionários eventuais surgiram no hospital através de uma empresa, HFDAR, que prestava serviço terciário, mas com o espoletar da crise financeira, rompeu-se o contrato com essa empresa, que abandonou os trabalhadores à sua sorte.

“Em Dezembro de 2016, o hospital assumiu que haveria de os remunerar, coisa que nunca aconteceu e esta nova direcção teve de tomar esta decisão”, explicou.

Paulo Cassanga garantiu ao Novo Jornal Online que os 74 funcionários irão para casa, “mas vão ficar à espera do início do concurso público provincial, para que se possa empregá-los como efectivos do HCL”. No entanto, não avança qualquer data para a realização desse concurso.

“Está salvaguardada esta situação e não sabemos quando irá acontecer o concurso público provincial. Mas eles são prioritários no concurso público que se avizinha”.

O director-geral do Hospital Central do Lubango reconheceu que os eventuais vão fazer falta, dada a carência de quatros a todos os níveis que o hospital enfrenta diariamente.

Em Novembro de 2017, o Novo Jornal Online esteve no HCL onde conversou com 11 elementos de um grupo de 80 trabalhadores eventuais que passam por sérias dificuldades de sobrevivência.

Entre eles estavam médicos, enfermeiras, maqueiros, catalogadoras, secretárias, copeiras, cozinheiras, vigilantes, que não recebiam salários há praticamente dois anos.

A situação em que vivem estes 80 funcionários chega a tocar a desumanidade, com trabalhadores a fazer turnos de oito horas sem comer, como o maqueiro José Mateus, que tem de transportar doentes escada acima, escada abaixo, porque o elevador de serviço não funcionava. Muitas vezes, contou o maqueiro, vai pedir “por caridade, uma sopa à sala dos médicos”. (Novo Jornal Online)

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