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Emissão de dívida de Angola favorece mais entradas de capital, considera o Standard Bank

O departamento de estudos económicos do Standard Bank considerou hoje que a recente emissão de 3 mil milhões de dólares em títulos de dívida pública foi “um sucesso” e que potencia a entrada de capitais.

De acordo com uma nota de análise enviada aos investidores, e a que a Lusa teve acesso, os analistas do Standard Bank escrevem que “o sucesso do Governo na emissão de 3 mil milhões de dólares em dívida pública mostra que há uma procura latente pelos títulos angolanos que pode potenciar a entrada de capitais” no país.

O Governo de Angola colocou no mercado 3 mil milhões de dólares em dívida pública, com 1.750 milhões emitidos a 10 anos com juros de 8,25%, e mais 1.250 milhões a 30 anos com juros de 9,375%.

De acordo com os valores finais da emissão feita nos primeiros dias deste mês, a emissão de dívida a 10 anos, com o montante de 1.750 milhões de dólares, com vencimento em 2028, comportará juros anuais de 8,250%, enquanto a emissão a 30 anos, com maturidade em 2048, teve o montante de 1.250 milhões de dólares, com uma taxa de juro de 9,375%.

Na nota enviada aos investidores, os analistas escrevem ainda que “a aprovação da nova lei do investimento privado no Parlamento de Angola

demonstra a determinação do Governo em atrair investimento direto estrangeiro para o país” e lembram que faz parte de um pacote de medidas avançadas pelo Executivo para combater a escassez de moeda externa nos últimos dois anos.

“Em conjunto com o objetivo expresso de concluir um Instrumento de Coordenação de Políticas com o FMI, esta lei sugere que o Governo está mais interessado em promover o IDE do que em novos projetos”, concluem os analistas, sem acrescentar mais.

A proposta da nova lei do investimento privado assenta “no estabelecimento de bases gerais que visam uma maior celeridade, desburocratização e simplificação do processo de investimento”, comportando nove capítulos e 45 artigos que se aplicam a investimentos privados “de qualquer montante”, contrariamente aos atuais, pelo menos, 50 milhões de kwanzas (200 mil euros, à taxa de câmbio atual). (RTP)

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