Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Carolina Cerqueira defende respeito pelos valores morais

A promoção dos valores morais devem partir do seio da família, por ser no início do processo de socialização que a família deve inculcar nos mais novos o conhecimento e o respeito pelas normas morais, pelos símbolos nacionais e locais, bem como pelas figuras históricas e patriotismo, defendeu terça-feira, a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.

Carolina Cerqueira, que falava na abertura da 21ª sessão do Conselho Nacional da Família, afirmou que os tempos conturbados motivados pela crise económica e social que se regista no país trazem à luz do dia atropelos às regras morais, de modo que se pode considerar que se vive um período de agudização dos problemas sociais com efeitos que comprometem o objectivo comum de dignificação da pessoa humana e de melhoria progressiva das condições de vida dos angolanos.

Para a governante, os valores que estão em crise são a preocupação e o respeito pelos demais, que é atropelado por pessoas de várias faixa etárias, num grande esforço de promoção do individualismo e egocentrismo, sempre com o objectivo de cada um lucrar mais do que o outro, bem como a solidariedade social que afecta de forma negativa.

“As pessoas estão a ser menos solidárias e esquecem que o auxílio aos mais vulneráveis contribui para o aumento da harmonia na nossa sociedade”, sublinhou, acrescentando que o combate a corrupção-um mal generalizado-deve ser uma tarefa de todos, cada um no seu posto e a todos os níveis.

Para a ministra, um problema social de grande dimensão que está relacionado com a quebra de valores morais e que prejudica seriamente a coesão social é a proliferação de igrejas ou denominações religiosas que surgem supostamente para contribuir para harmonia social, mas de facto muitas delas são usadas como fachadas para garantir o enriquecimento ilícito e imoral de falsos profetas (promotores de iniciativas privadas como rótulo de religião).

“A religião é usada instrumentalmente com o objectivo de ludibriar as pessoas vulneráveis e necessitadas com apoio espiritual e vão alimentando esses falsos profetas”, frisou, alertando à população a prevenir-se deste mal que ameaça a coesão social e pode até ameaçar a soberania e os interesses superiores nacionais”, reforçou.

Apelou às comunidades e às famílias angolanas a denunciar os falsos profetas, que mais não são do que promotores da desordem e da desarmonia social, normalmente auto-proclamados pastores, sem qualquer formação teológica, que se juntam em associações de carácter ilegal e amoral para ludibriar o próximo.

Carolina Cerqueira diz ser necessário se pôr fim a esta atitude que nada tem a ver com crença religiosa nem com o auxílio ao próximo, pelo contrário, visa apenas extorquir e enganar com falsas promessas de cura, enriquecimento fácil, sucesso profissional, financeiro e amoroso e muitas vezes recorrem a práticas feiticistas que ferem a moral e a ordem pública.

De acordo com a ministra, a opção democrática feita pelos diferentes autores políticos, sociais e económicos obriga que se ausculte a população e organizações da sociedade civil para a concessão de políticas públicas para a inclusão das áreas da acção social, família, infância e promoção da mulher.

Carolina Cerqueira recordou a intervenção do chefe de Estado angolano, João Lourenço, em 2017, sobre o estado da Nação, segundo a qual, citou “teremos todos de reflectir a cerca do espaço que temos dados à sociedade civil, a academia angolana e aos próprios cidadãos para contribuírem na concessão de politicas publicas”.

Referiu que os signatários das políticas públicas devem ser chamados a colaborar nessa missão e contribuírem para o fortalecimento das famílias e no resgate do seu valor, bem como no bem-estar da Nação angolana.

De acordo com Carolina Cerqueira, é missão do Conselho promover a família enquanto instituição de base da sociedade, bem como valorizar a pessoa humana e congregar o respeito pelos direitos fundamentais da pessoa humana, promoção da inclusão social e o fomento de importantes factores como educação e emprego para garantir a melhoria da qualidade de vida da população.

A ministra ressaltou ainda a importância do exemplo no seio da família, exemplo de vida, exemplo de conduta, exemplo de lisura e de honestidade, elevando o valor do trabalho como caminho para a dignidade e promoção de valores.

Com a duração de um dia a 21ª sessão do Conselho do MASFAMU, os participantes abordarão temas sobre ” Os pais como modelo de valores e inspiração”, “O diálogo como chave para manter os laços familiares”, “Relação família e escola” e “O papel da família na prevenção de comportamentos desviantes dos estudantes e melhoria da qualidade de ensino”. (Angop)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »