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Exposição fotográfica na agenda cultural do Memorial

Este ano, o projecto tem o ineditismo da participação do cantor e compositor Toty Sa´Med, e dos fotógrafos, Albano Cardoso, Céus e Sebastião Vemba, numa parceria entre o “ELA, Espaço Luanda Arte” e o Memorial Dr. António Agostinho Neto

Toty Sa´Med falou da sua relação com a fotografia nos seguintes termos, “A minha relação com a fotografia sempre foi muito controversa. Não gostava de ser fotografado, inclusive, até aos meus seis anos, chorava sempre que fosse fotografado.

Depois de uma infância e uma adolescência de fuga às fotografias sempre que possível, comecei a ganhar gosto pela fotografia, mas do lado de quem aperta o botão. Sempre que pudesse lá ia eu tirar uma fotografia e ficou cada vez mais fácil com a evolução dos “smartphones”, com câmaras cada vez mais sofisticadas. Publicava na minha conta de “Instagram” , fotos que tirava com a câmara do telemóvel e despertei a atenção de alguns fotógrafos da nova geração tais como Mauro Sérgio e Flávio Cardoso, este ultimo me ofereceu um livro do grande Michael Freeman –“O olhar do fotógrafo no Natal de 2014”.

A partir de então, comecei a navegar os conceitos técnicos de fotografia e experimentando uma “rudimentar” máquina de telemóvel mas servindo de base para as minhas experimentações fotográficas.

Em meados de 2017, por intermédio de Vasco Chaparro, um fotógrafo e amigo português, fui introduzido ao renascimento da fotografia analógica, pela qual fiquei imediatamente apaixonado e foi por intermédio do mesmo que adquiri a minha primeira máquina fotográfica, a
clássica Canon A1, cujo número de série levou-me até Agosto de 1980, através do website da Canon.

A partir de uma nova conta de Instagram, “As minhas imbambas”, comecei a publicar o resultado dessa minha aventura pelo mundo analógico vintage da fotografia e chamou a atenção do curador, Dominick Tanner, que me convidou para fazer parte da sétima edição da exposição Vidrul Fotografia.

Segundo o produtor e curador, Dominick Tanner, “as propostas de quatro fotógrafos angolanos foram escolhidas entre dezenas de candidatos, motivo de orgulho desta plataforma, merecedora de um grau enorme de responsabilidade para que a fotografia em Angola floresça e possa vir a ser uma referência não somente em África como em todo o mundo”.

Como mandam as regras, são quatro fotógrafos angolanos que nunca participaram antes, ou seja, quatro propostas aparentemente muito diferentes em técnica e mesmo em narrativa, mas que revelam, seguramente, uma memória visual que retracta, resignifica e recontextualiza a acção social do olhar de cada um.

Nesse sentido, os quatro fotógrafos são actores sociais que, entre outras coisas, instrumentalizam o olhar recortando realidades estéticas num campo de percepção particular tornado público.
Nesta exposição a fotografia e a memória tornam-se cada vez mais unidas, tecendo novas identidades, numa constante documentação, afirmação e celebração da angolanidade.

Histórico

Lançado em 2012, o projecto “Vidrul Fotografia” é uma plataforma fotográfica que reúne todos os anos fotógrafos angolanos residentes e convidados na diáspora. Destacamos a terceira edição, em 2014, que contou com a participação do consagrado artista plástico, António Ole, a que se juntaram, Bruno Caratão, Jordana Leitão, Rui Sérgio Afonso e Hugo Salvaterra, exposição que decorreu no Salão Internacional de Exposições da UNAP, União Nacional dos Artistas Plásticos.

A exposição colectiva, plataforma de fotografia experimental, “Vidrul fotografia”, existe há sete anos. Sob um olhar livre, a sexta edição, em 2017, juntou no “ELA- Espaço Luanda Arte”, os fotógrafos, Chilala Moco, Jessé Manuel, Tucunaré e Bruno Carlos, numa exposição temática, em que Luanda foi o motivo para os fotógrafos apresentaram várias propostas iconográficas, em que a capital foi fotografada em diferentes ângulos, retractando inúmeros motivos quer sociais como arquitectónicos, incluindo as novas construções de Luanda.

Programação semestral

Para além da multiplicidade temática das exposições, o Memorial Dr. António Agostinho Neto tem cumprido a sua programação cultural, que começou em Janeiro e vai até Junho, e já decorreu a semana de circo francês, documentários sobre Agostinho Neto e um ciclo de palestras. No entanto, dos principais eventos destacamos o concerto “Sandra Cordeiro canta poemas de Agostinho Neto”, nas comemoração do dia 8 de Março, dia internacional da mulher, em simultâneo com a entrega dos prémios de poesia “Um bouquet de rosas para ti”, em homenagem à escritora Maria Eugénia Neto.

Realçamos o impacto cultural e político da Conferência e Exposição Documental, “Lúcio Lara, Trajectória de um Combatente”, onde parte substancial do espólio fotográfico de Lúcio Rodrigo Leite Barreto de Lara, 1929-2016, conhecido por, Tchiweka, seu nome de guerra, membro fundador do MPLA, está disponível ao público desde o dia 19 de Abril até o dia 31 de Maio, num projecto conjunto entre o MAAN e a ATD, Associação Tchiweka de Documentação.

Outro destaque foi a realização da “Feira da poesia angolana”, que decorreu sob o signo “Criar, criar amor com os olhos secos”, do dia 21 a 26 de Março e incluiu concertos de poesia cantada, recitais e debates, certame de singular importância literária, onde a poesia angolana esteve disponível através da sua história e dos seus mais importantes títulos bibliográficos.

O último destaque foi a inauguração do projecto, “Textualidades”, onde os escritores conversam com os seus leitores e expõem e vendem os seus livros.

O projecto “Textualidades” teve a participação dos poetas Bendinho Freitas, 28 de Fevereiro, João Tala, 30 de Março, Lopito Feijó, 27 de Abril, e estão ainda previstas as participações de João Maimona, 25 de Maio, e Amélia Dalomba, a 29 de Maio, que encerra a programação até Junho.

Na primeira semana de Julho, o Memorial Dr. António Agostinho Neto apresenta, em conferência de imprensa, a sua programação cultural do segundo semestre. (Jornal de Angola)

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