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Trump: “Ataque na Síria pode não ser para já”

Na quarta-feira, Trump disse que os mísseis “estão a chegar à Síria”. No dia seguinte, diz que tal poderá acontecer tão cedo quando se pensa. Ou então até pode “ser muito em breve”. Permanece, por isso, a indefinição mas também o risco de uma escalada de um conflito sem fim à vista.

Depois de ter dito que os mísseis estavam “a chegar à Síria”, dando a entender que uma retaliação contra o alegado ataque químico na região de Douma estaria para breve, Donald Trump continua a confundir os analistas.

Esta quinta-feira, o presidente norte-americano voltou ao Twitter – a sua ferramenta favorita para falar sobre política externa e, na verdade, sobre praticamente qualquer assunto -, e, não descartando o ataque contra Assad, afirmou que nunca estabeleceu uma data para que tal acontecesse. Por isso, refere Trump, a resposta ao alegado ataque químico atribuído ao regime sírio, que causou dezenas de mortos, poderá “ser muito em breve”… ou então não.

Além disso, neste seu tweet matinal, o presidente norte-americano gabou-se da importância dos Estados Unidos no combate ao autodesignado Estado Islâmico, praticamente derrotado na Síria . Para que tal tenha acontecido, os bombardeamentos levados a cabo pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos foram decisivos, assim como o foram os realizados pela aviação russa, e os combates em terra feitos pelas forças curdas e pelas milícias libanesas, iranianos e iraquianos que combatem ao lado de Assad.

“Nunca disse quando é que um ataque à Síria iria acontecer. Pode ser muito em breve, ou então não tão cedo, de todo! De qualquer forma, os Estados Unidos, sob a minha administração, fizeram um excelente trabalho em libertar a região do ISIS. Onde está o nosso ‘Obrigado, América’?”, escreveu Trump.

Neste sentido, torna-se difícil perceber até que ponto estará ou não iminente o ataque. Também esta quinta-feira, a Casa Branca fez saber que estão em cima da mesa outras opções para lá de um ataque militar contra Damasco, no entanto, a imprensa internacional tem avançado com a informação de que Estados Unidos, França e Reino Unido estão a ultimar os alvos a abater na Síria, de forma a impedir novos ataques químicos perpetrados por Assad. A tensão, por isso, mantém-se elevada e o canal de comunicação entre militares russos e norte-americanos está ativo

O regime sírio, tal como a Rússia, o seu maior aliado, nega ter realizado qualquer ataque químico. Moscovo fala mesmo em encenação. Contudo, a Organização Mundial de Saúde, com colaboradores no local, diz que pelo menos 500 pessoas foram expostas a agentes químicos. Emmanuel Macron afirma mesmo que França tem provas de que foram utilizadas armas químicas pelo regime sírio.

Num encontro com Ali Akbar Velayati, um conselheiro do líder supremo do Irão, o Ayatollah Ali Khamenei, o presidente sírio, Bashar al-Assad, disse que o Ocidente quer atacar o seu país com pressupostos baseados em “mentiras” que visam debilitar as recentes conquistas do regime na zona de Ghouta Oriental e Douma. (Notícias ao Minuto)

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