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Trabalhadores da estatal angolana Sonils em tribunal para pedir readmissão de 250

Em declarações à agência Lusa, o primeiro secretário da comissão sindical dos trabalhadores da Sonils, Francisco Castelo, explicou que os despedimentos ocorreram em novembro, quando os trabalhadores se encontravam em greve, pelo que considera ser uma medida de retaliação daquela empresa da estatal angolana Sonangol.

“Achamos que foi um ato premeditado por parte da entidade empregadora pelo facto de exercermos o direito à greve. Assim sendo, a empresa, sem aviso prévio, despediu em novembro cerca de 250 trabalhadores e neste grupo de trabalhadores incluiu também todos os membros da comissão sindical”, disse.

De acordo com o sindicalista, a posição da direção da Sonils “surpreendeu todos os trabalhadores” porque na altura decorria já a ronda negocial dos pontos do caderno reivindicativo, “entre atualização do salário e discriminação laboral”, para se pôr fim à greve em curso.

“É espantoso porque estávamos a negociar com a empresa, pelo que chegámos à conclusão ser um ato de retaliação por termos partido para a greve”, sublinhou.

Para Francisco Castelo, os argumentos apresentados pela empresa, como dificuldades financeiras devido à crise no setor petrolífero “não colhem”, tendo em conta que a mesma é anterior a 2017.

“Ficamos surpresos porque sabemos que a crise não começou no ano passado e apenas naquela altura, e coincidentemente o momento que estávamos a viver que era o exercício do direito à greve, é que a empresa entendeu reduzir o pessoal, alegando crise financeira”, observou.

Há quatro meses sem emprego, estes avançaram entretanto com uma “ação judicial contra a direção da empresa”, com o propósito de reaverem os respetivos postos de trabalho, disse o primeiro secretário da comissão sindical dos trabalhadores da Sonils.

“E também recorremos à Casa Civil do Presidente da República, e à sua área jurídica, para informar o abuso de poder da parte da direção da Sonils. Porque nós entendemos que aquela equipa dirige a Sonils como se de uma coisa privada se tratasse”, apontou.

A Base de Logística de Serviços Integrados da Sonangol atua no carregamento e descarga de navios, aluguer de equipamentos e de infraestruturas de apoio, entre os quais escritórios, armazéns e áreas de armazenagem a céu aberto. (Observador)

por Lusa

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