Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Qatar quer manter cortes de produção petrolífera para estimular investimento

O acordo entre vários países produtores de petróleo para limitar a oferta e reduzir o excedente no mercado tem resultado num aumento dos preços. No entanto, a tendência não tem sida acompanhada por uma retoma satisfatória do investimento, segundo o ministro da Energia do Qatar.

O ministro da Energia do Qatar acredita que é cedo para recuar no atual acordo de cortes na produção de petróleo. Em entrevista à agência Reuters, Mohammed al-Sada afirmou que este deve continuar para garantir uma subida gradual dos preços da matéria-prima, acompanhada de um aumento no investimento da indústria.

O Qatar é um dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) que se aliou a um grupo de outros países produtores de fora do cartel que começaram, em janeiro de 2017, a reduzir a oferta de petróleo. O objetivo do acordo histórico, atualmente planeado até ao final de 2018, é reduzir o excedente no mercado, que levou a um tombo no valor da matéria-prima.

“Há uma clara recuperação nos preços do petróleo, mas ainda não coincidiu com um aumento nos investimentos. O investimento continua muito reduzido”, afirmou Mohammed al-Sada, à Reuters. “Os investidores continuam cautelosos e ultra-conservadores”.

Segundo al-Sada, a procura mundial por petróleo deverá aumentar pelo menos em 1,5 milhões barris por dia anualmente, ou cerca de 1,5%. No entanto, a retoma do investimento não tem acompanhado a recuperação do setor, mantendo-se em cerça de 400 mil milhões de dólares, o que o governo diz ser demasiado reduzido para garantir a substituição dos campos de produção e lançamento de novos projetos.

Os vários países já começam a pensar no futuro do setor, após o fim do acordo, sendo que o ministro do Qatar apoia a ideia da criação de uma plataforma permanente de cooperação entre a OPEP e a Rússia. Também os homólogos russo e saudita defenderam esta ideia. “Vejo a necessidade de manter o momentum [de cooperação com a OPEP]. Temos de restaurar o investimento, o que vai demorar meses”, acrescentou Mohammed al-Sada. (Jornal Económico)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Translate »