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Professores dizem que primeiro dia de greve superou as expectativas

O presidente do Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof) angolano disse hoje que foi “esmagadora” a adesão à greve que arrancou esta segunda-feira, em todo o país, superando as expectativas iniciais.

Em declarações à Lusa, Guilherme Silva disse que, comparativamente às duas fases desta greve, realizadas em 2017, a iniciada hoje ultrapassou as expectativas, inclusive nas províncias fora de Luanda, onde o sindicato tinha “algumas reticências”, nomeadamente sobre Benguela, Bié, Huambo, Cuando Cubango e Moxico.

O sindicalista denunciou ainda o papel de outros dois sindicatos, que, fazendo inclusive o papel da entidade patronal, estarão a “coagir e a intimidar”os professores para não aderirem à greve, nas províncias de Benguela, Huambo e Bié.

“É triste, estando no século XXI, havendo sindicatos com comportamentos do século XIX, tal como a aconteceu na França e na Alemanha, quando surgiram os sindicatos amarelos, vulgo, fura-greves, e ainda constatarmos isso hoje, com jovens que se dizem ser democratas”, criticou.

Este período da greve, convocada em 2017, arrancou hoje, em todo o ensino geral, e prolonga-se até 27 de abril.

O presidente do Sinprof disse que foram criados nas escolas os piquetes de greve, que ficam fora da instituição, para monitorar a greve e evitar que as escolas sejam vandalizadas.

“Os delegados de greve vão também passando nas escolas para apoiar os colegas que estão de piquete”, disse Guilherme Silva, manifestando a abertura do sindicato para o diálogo.

Segundo o sindicalista, está marcado um encontro para terça-feira, em que participará uma equipa técnica do Sinprof para trabalhar com o Ministério da Educação.

“Apenas lamentar o facto de os professores terem sido surpreendidos com a devolução da proposta do Estatuto da Carreira Docente do Ministério da Educação, essa informação tida dia 03, deixa-nos entristecidos, porque o ministério está há um ano a trabalhar nesta proposta, com o concurso também dos sindicatos que apresentaram uma contraproposta”, referiu.

A devolução pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) ao Ministério da Educação, do referido documento, foi justificada, segundo Guilherme Silva, com a necessidade de revisão do mesmo.

“Eles alegam que o MAPTSS encontrou algumas gralhas que é preciso serem ajustadas, mas na altura nós havíamos já feito uma sugestão ao Ministério da Educação, para integrar já nas comissões técnicas os técnicos do MAPTSS que têm a gestão da força do trabalho do país. Não fomos tidos nem achados. Não é a primeira vez que esta proposta é devolvida, é já a quarta”, disse.

“Isso entristece-nos e ouvirmos também do Ministério da Educação um comunicado de imprensa musculado, apodando os professores como antipatriotas, isto mostram que estão a vilipendiar os professores, estão a tratar-nos como se fossemos animais domésticos e que devemos seguir os seus donos, não somos isso e por isso, os professores dizem basta e a resposta está aí com esta esmagadora adesão à greve de 09 a 27 de abril”, acrescentou. (Sapo 24)

por Lusa

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