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Presidente nigeriano chamado ao Parlamento para explicar violência

O Parlamento da Nigéria convocou hoje o Presidente Muhammadu Buhari para explicar as medidas que pretende tomar para pôr cobro à crescente violência nos Estados do centro do país que, nos últimos meses, provocou milhares de mortes.

Os membros da Câmara Baixa do Parlamento — a Câmara dos Representantes -, votaram a favor da convocação do chefe de Estado nigeriano, que terá também de explicar as substituições dos chefes de serviço e dos conselheiros de segurança do exército, indicou o presidente deste órgão legislativo, Yakubu Dogara.

Buhari, que, por inerência de funções, é também comandante supremo das Forças Armadas nigerianas, terá de explicar quais são as medidas já tomadas ou a tomar para acabar com a onda de violência em vários dos Estado da Nigéria, acrescentou Dogara.

“A principal responsabilidade do Governo é garantir a segurança das pessoas e dos bens e nós, enquanto órgão eleito pelos eleitores, não podemos continuar a permitir que o nosso povo se mate a sangue frio”, frisou o presidente da Câmara dos Representantes.

Segundo a organização não governamental norte-americana Armed Conflict Location and Event Data Project, especializada em conflitos armados, a maior parte dos atos de violência ocorreu no Estado de Benue, centro do país, onde 385 pessoas morreram desde janeiro.

Por outro lado, a polícia nigeriana deu conta de que, na terça-feira passada, dois padres e 16 fiéis foram mortos a tiro por cerca de três dezenas de atacantes durante uma cerimónia fúnebre numa localidade do Estado de Benue.

A “cintura central” da Nigéria, ponto de encontro entre o norte maioritariamente muçulmano e o sul principalmente cristão, é palco há décadas de confrontos entre agricultores ditos “autóctones”, essencialmente de confissão cristã, e criadores de gado nómadas, sobretudo muçulmanos.

O conflito pela posse da terra e pela água, agravado pela explosão demográfica no país mais populoso de África (180 milhões de habitantes), resvalou nos últimos meses para uma disputa identitária e religiosa entre as duas comunidades que se mostram irreconciliáveis. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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