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PR moçambicano defende “reconciliação genuína” para paz definitiva no país

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, defendeu uma “reconciliação genuína” para o alcance de uma paz definitiva em Moçambique, considerando que os consensos entre o Governo e a Renamo devem espelhar a “vontade do povo”.

“Precisamos de ter disposição para perdoar uns aos outros e para iniciar um processo genuíno de reconciliação “, declarou o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi falava no Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI), onde dissertou sobre o tema “Ambiente Internacional e Doméstico para a Paz em Moçambique: Atores Consensos, Desafios e Perspetivas”.

Para Nyusi, os consensos que estão a ser alcançados nas negociações de paz entre o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, devem refletir as “reais vontades do povo”, o que vai garantir a legitimidade para que se cumpra a lei.

Os desafios que o país atravessa, acrescenta Nyusi, só podem ser ultrapassados com a união dos moçambicanos, que devem assumir a responsabilidade de materializar o futuro com o qual sonham.

“Os moçambicanos precisam de um país pacífico, dentro do qual os seus sonhos e aspirações se possam realizar”, observou o chefe de Estado moçambicano.

Nos últimos anos, segundo o chefe de Estado moçambicano, surgiu no país um “sentimento de exclusão” social em vários segmentos da sociedade, o que, de certo modo, está na raiz do problema que opõe a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), no poder, e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição.

“Não é só a pobreza a causa do conflito, a maior causa do conflito é o sentimento de injustiça social e de distribuição desigual das riquezas, do poder e dos recursos”, declarou o Presidente moçambicano.

Apesar de o Governo da Frelimo e a Renamo terem assinado em 1992 o Acordo Geral de Paz, o país viveu ciclos de violência militar, provocado por litígios eleitorais.

No início deste ano, o Presidente moçambicano submeteu uma proposta de revisão pontual da Constituição da República que aprofunda a descentralização do país, na sequência de um entendimento com o líder da Renamo, no quadro das negociações para uma paz duradoura.

Na análise do documento, à exceção da designação dos administradores, as bancadas da Frelimo, Renamo e Movimento Democrático de Moçambique (MDM), no parlamento moçambicano, chegaram a acordo sobre a eleição em 2019 dos governadores provinciais e dos presidentes das autarquias, através dos cabeças de lista dos partidos ou grupos de cidadãos concorrentes.

Neste momento, a revisão constitucional sobre a descentralização em Moçambique está dependente de um acordo entre o chefe de Estado e o líder da Renamo sobre a escolha dos administradores distritais, segundo a comissão parlamentar responsável pela matéria.

O evento de hoje no ISRI surge como forma de homenagear o Presidente moçambicano pelo doutoramento ‘Honoris Causa’ em Relações Internacionais, que lhe foi atribuído pela Escola de Diplomacia e de Relações Internacionais de Genebra em fevereiro. (Diário de Notícias)

por Lusa

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