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OPAQ reúne-se hoje para discutir caso de ex-espião russo envenenado

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) reúne-se hoje a pedido da Rússia para discutir as acusações do Reino Unido contra este país, relativamente ao envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal.

A reunião vai ter lugar às 10:00 (08:00 GMT) na sede da OPAQ em Haia (Holanda), depois de o presidente do conselho executivo ter recebido um pedido do representante permanente da Rússia para convocar uma reunião extraordinária “devido ao incidente de Salisbury”, em Inglaterra, segundo um documento da OPAQ.

A Rússia já tinha anunciado que não “aceitará nenhum resultado da investigação se especialistas russos não participarem”, através do seu representante na OPAQ, Alexander Shulguín.

Alexander Shulguín defendeu que os especialistas da OPAQ deviam limitar-se a examinar a “composição química da substância, mas sem indicar o país de origem e os responsáveis”, considerando que essa não é a sua função.

A este respeito, assegurou que a organização já procedeu à análise das duas amostras enviadas por Londres e os resultados desta investigação serão conhecidos no final desta semana ou no início da próxima.

O responsável referiu que os especialistas russos não participaram na investigação e que, quando Moscovo solicitou à OPAQ acesso aos exames realizados no Reino Unido, a organização respondeu que necessita da aprovação de Londres.

“Tendo em conta a sua postura (do Reino Unido) em rejeitar qualquer tipo de cooperação connosco, não podemos esperar uma resposta positiva”, explicou Shulguín.

Sobre a reunião extraordinária que a OPAQ realiza hoje, a pedido da Rússia, considerou ser “uma nova tentativa de tirar a situação do beco sem saída para o qual os britânicos a estão a levar”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, acusou o Reino Unido, os Estados Unidos e outros países de “mentir abertamente” sobre o “caso Skripal”.

“A Rússia não tem nada a ver com o envenenamento dos Skripal e estamos muito interessados, penso mais do que em qualquer outro, em estabelecer a verdade e em conhecer o destino dos nossos cidadãos”, disse.

O ex-espião duplo de origem russa Serguei Skripal, de 66 anos, e a sua filha Yulia, de 33 anos, foram encontrados inconscientes a 04 de março em Salisbury, no sul de Inglaterra, após terem sido envenenados com um componente químico que ataca o sistema nervoso.

O Reino Unido atribuiu o envenenamento à Rússia, que tem desmentido todas as acusações e exigido provas concretas sobre esta alegação. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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