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Onda de assassinatos no Papa Simão, em Viana, deixa populares em pânico

Uma onda de assassinatos no bairro Papa Simão, no distrito urbano da Estalagem, quilómetro 12, em Viana, tem inquietado os moradores da zona. Desde o dia 1 do mês passado, quatro mortes chamam a atenção das autoridades e criam a sensação de pânico entre a população.

Permanecem duas versões sobre o número de pessoas assassinadas no bairro Papa Simão: a polícia garante ter apenas dois casos registados, alguns moradores ouvidos pelo Novo Jornal Online declararam que há quatro casos registados até à data.

O caso mais recente que fez disparar os alarmes na cidade de Luanda aconteceu na noite de sábado, 31, quando uma jovem de 22 anos, conhecida por Lu, avisou a mãe que ia sair para beber uma cerveja com umas amigas e já não regressou a casa, tendo sido encontrada morta no dia seguinte, dentro de uma fossa no interior de um quintal baldio, cerca das 9:00 da manhã de Domingo, 1, por algumas crianças que jogavam futebol naquele recinto.

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) e o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB) foram alertados pela população. No local, os efectivos do SPCB levaram mais de duas horas para retirar o cadáver do interior da fossa.

Maria Eliseu, de 18 anos, a terceira vítima, foi encontrada morta na passada quinta-feira,29, no quarto de banho da vizinha, em circunstância idênticas às das outras vítimas.

Os dois primeiros casos, cujos nomes das vítimas não foram revelados, aconteceram no início do mês passado nas comunas dos Seis e Mulenvos de Cima, no bairro Papa Simão.

O Novo Jornal Online ouviu uma fonte do SIC-Viana, que revelou que os corpos das quatro vítimas foram encontradas com ferimentos, marcas negras no rosto, pescoço estrangulado e completamente nuas com os órgãos genitais dilacerados, tudo apontando para um cenário em que as vítimas são violadas e posteriormente assassinada por estrangulamento.

Perante este episódio, o Novo Jornal Online contactou o Director de Comunicação do Ministério do Interior, intendente Mateus Rodrigues, que garantiu que o SIC e a Polícia de Ordem Pública estão a trabalhar em conjunto com a população e detiveram ao início da manhã de hoje o ex-namorado de Maria Eliseu, por ser o principal suspeito do assassinato da jovem.

“Os nossos efectivos estão naquela zona desde que tomámos conhecimento do assassinato destas duas jovens. Neste momento temos um detido que é o ex-namorado da Maria Eliseu”, disse, acrescentando que o Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional (PN) pôs no terreno uma equipa do SIC e da Polícia de Ordem Pública para trabalharem com a população no sentido de colocarem um ponto final “na delinquência e nas mortes misteriosas que têm tirado o sono à população”.

O oficial fez saber ainda que só existem dois registos de assassinato de duas jovens no bairro Papa Simão e que as notícias que circulam nas redes sociais, sobre a existência da mensagem «faltam mais 10» inscrita no corpo de uma das jovens assassinadas, são falsas.

População pede intervenção do comandante ‘Panda’

“A população diz que foram quatro mortes em menos de um mês, temos apenas no nosso registo duas mortes”, aponta, sublinhando que a PN e o SIC estão a trabalhar arduamente para apurar os factos naquele bairro.

Segundo a mãe da jovem Lu, citada pela Rádio Luanda, a filha saiu de casa as 19:00 de sábado, dizendo que ia ter com as amigas.

“Vi as horas e dei conta de que já era tarde e ela não aparecia, concluí que a minha filha dormiu na casa de uma das amigas, fechei as portas e fiquei a tomar conta das filhas dela durante a noite”, contou.

“Na manhã de domingo, quando acordei, fui à igreja, no regresso perguntei por ela e disseram-me que não tinha regressado a casa. Entretanto apareceu uma menina que disse “tia São, a Lu está morta, mataram-na e meteram-na na fossa. Saí de casa a chorar quando percebi que era mesmo a minha filha, fiquei sem forças e sem saber o que fazer”, lamentou.

Por sua vez, Victor Cabaça, morador do bairro Papa Simão há mais de 10 anos, disse ao Novo Jornal Online que a situação da delinquência naquele bairro é assustadora.

“Quem anda no período nocturno aqui é rei, temos assistido quase todos os dias a casos de violação sexual e tentativas de assassinato”, afirmou, ressaltando que os quatro homicídios só serviram para mostrar às autoridades o que é o bairro Papa Simão.

Também Rafael de Araújo, 29 anos, residente há mais de 16 anos na mesma zona, lamentou que a polícia tenha aparecido no bairro só depois de ter havido as quatro mortes.

“É muito triste o que a nossa policia tem feito, depois de termos quatro óbitos seguidos no bairro é que estão aparecer, não me recordo qual foi a última vez que passou uma patrulha afecta ao Comando Municipal da Polícia de Viana”, disse, lançando um apelo de socorro ao comandante Geral da Polícia Nacional.

“Pedimos ao comandante “Panda” que nos ajude, por favor. Não temos tido sono, é muita delinquência e assassinatos seguidos”, desabafou. (Novo Jornal Online)

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