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Nacionalista Jaka Jamba vai a sepultar

O nacionalista e deputado à Assembleia Nacional Almerindo Jaka Jamba vai a enterrar hoje às 14h00 no cemitério de Santa Ana, em Luanda.

Almerindo Jaka Jamba, que faleceu aos 69 anos na madrugada de domingo em Luanda, vítima de ataque cardíaco, é velado hoje no Governo Provincial de Luanda, com a presença de titulares dos órgãos de soberania, deputados à Assembleia Nacional, membros do Executivo, magistrados e membros do Conselho da República.

No velório vão comparecer representantes do corpo diplomático, representantes dos ministérios da Defesa e do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas, do Ministério do Interior e do Comando Provincial da Polícia Nacional, de partidos políticos, organizações juvenis partidárias, entidades religiosas, funcionários da Assembleia Nacional, organizações da sociedade civil, amigos e companheiros.

A urna com os restos mortais está desde ontem na casa de Jaka Jamba, tendo sido feita uma homenagem no Complexo SOVSMO, em Viana.

Segundo familiares, Jaka Jamba começou a sentir-se mal por volta da meia-noite de domingo, acabando por perder os sinais vitais já a caminho do hospital, onde foi declarado o óbito.

Natural do Huambo, onde nasceu a 21 de Março de 1949, ingressou na UNITA em 1972, tendo integrado o Governo de Transição, em 1975, na sequência da assinatura dos Acordos de Alvor, como secretário de Estado da Informação.

Jaka Jamba foi vice-presidente da Assembleia Nacional, entre 1997 e 2005, e embaixador na Missão Permanente de Angola junto do Organismo das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Paris, de 2005 a 2008, no quadro do Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN). Professor e diplomata, Jaka Jamba era membro da Sexta Comissão da Assembleia Nacional.

Mensagens

O Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, disse segunda-feira, em mensagem, que “foi com profundo sentimento de pesar que recebeu a notícia do falecimento do deputado Jaka Jamba”.

“Neste momento de luto e dor, o Presidente da Assembleia Nacional vem, em seu nome, dos deputados e dos funcionários parlamentares, exprimir as mais sentidas condolências e manifestar a inteira solidariedade com a família enlutada e ao grupo parlamentar da UNITA”, refere a mensagem.

O líder da UNITA, Isaías Samakuva, que se deslocou ao local do óbito, disse à TPA que a morte de Jaka Jamba foi “um golpe para o partido”. “Vamos organizar-nos para uma homenagem merecida ao nosso companheiro.”

O vice-presidente da UNITA, Raul Danda, considerou Jaka Jamba “um verdadeiro elefante da política angolana, um patriota convicto, um homem de convicções profundas, um grande militante da causa de Angola, da causa dos angolanos, da causa da UNITA, um mestre e exímio estudioso, um exemplar chefe de família”.

O presidente da bancada da UNITA, Adalberto Costa Júnior, disse que “Angola perde uma figura rara, personalidade brilhante, que desempenhou múltiplas funções relevantes”.

Em declarações à Rádio Nacional, o parlamentar disse que Jaka Jamba era um “grande nacionalista, pedagogo, sempre ligado ao ensino e à investigação” e uma das personalidades que mais sabia de tradição, de cultura, de etnografia.
A UNITA, salientou, “perde um dos seus melhores deputados”.

O porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, disse que “o partido perdeu um grande quadro, um dirigente”. “Angola perde um filósofo”, frisou. “É um monumento na história do pensamento político angolano: filósofo, homem de cultura e, sobretudo, alguém que tinha uma visão profunda sobre a reconciliação nacional”, salientou, reiterando que “o país perde um grande homem e o partido perde uma grande figura”. “De facto é um dia muito triste para nós, membros da UNITA”.

Numa mensagem de condolências, o Secretariado do Bureau Político do MPLA refere que “a morte do deputado Jaka Jamba priva o país de um ilustre patriota, cidadão convicto, intelectual de mérito reconhecido que ainda tinha muito para oferecer ao país”.

O MPLA endereça ao Parlamento, à direcção da UNITA e à família enlutada “os mais profundos sentimentos de pesar”. (Jornal de Angola)

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