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Moçambique: Cerca de 85 mil famílias camponesas na iminência de fome

Cerca de 85 mil famílias camponesas na província de Tete, afectadas por fenómenos combinados de seca, estiagem e praga de lagarta do funil do milho na presente campanha agrícola, correm o risco de passar fome.

Para minimizar os efeitos da situação calamitosa, segundo o director provincial da Agricultura e Segurança Alimentar, em Tete, José Mendonça, o seu sector acaba de alocar diversas quantidades de sementes, com destaque para as hortícolas, para esta segunda época da campanha 2017/2018.

“Temos a consciência que a perda de culturas por estiagem, seca e a praga de lagarta do funil de milho criou certos transtornos nas famílias camponesas, mas, para minimizar os efeitos desta situação calamitosa, alocamos sementes para a segunda época, com o objectivo de colmatar o défice alimentar”, sublinhou.

As culturas devastadas são de milho, mapira, mexoeira e hortícolas, principalmente nos distritos de Moatize, Marara, Chiúta, Mágoè, Cahora Bassa, Changara, Chifunde, Mutarara e Dôa.

Os efeitos combinados da estiagem, seca e da praga de lagarta de funil do milho estão a fazer-se sentir desde os primeiros dias de Janeiro findo.

Dados facultados pelo director provincial da Agricultura e Segurança Alimentar de Tete referem que os efeitos combinados de seca, estiagem e praga de lagarta de funil do milho saldaram-se na destruição de pelo menos 29 mil hectares de culturas diversas.

O sector da Agricultura e Segurança Alimentar perspectivava, para a campanha agrária 2017/2018, produzir 3.042.790 toneladas de culturas diversas, contra 2.749.032 toneladas da campanha anterior, o que equivale a um crescimento de 11,2 por cento.

Estão envolvidas na presente campanha agrícola 447.706 famílias camponesas, o que representa 3,6 por cento de crescimento, em relação à campanha anterior. Foram lavrados e semeados, na primeira época agrícola, uma área de 1.110 mil hectares, dos 994.942 planificados, o que representa uma realização de 100,5 por cento.

Com efeito, foi planificada uma produção de 3.042.790 toneladas de culturas diversas para a presente campanha agrária, contra 2.749.032 da anterior, o que corresponde a um crescimento de 11,2 por cento.

Entretanto, uma equipa de monitoria dos membros dos Conselhos Consultivos dos ministérios trabalhou na província de Tete, numa missão de monitoria desta campanha agrícola.

No final da monitoria, mediante as constatações, a equipa recomendou que as famílias camponesas devem apostar as culturas da segunda época, uma vez que os resultados da primeira não foram bons, devido à seca, estiagem e praga de lagarta do funil de milho.

A mesma equipa de monitoria, para além da praga de lagarta do funil de milho, constatou nos distritos visitados que as culturas também foram devastadas por pragas de gafanhotos, ratos, macacos e pássaros, que reduziram os esforços dos camponeses nesta decorrente campanha agrícola.

“De uma maneira geral, nota-se um empenho tanto dos governos provincial e distritais, das lideranças locais e da população na produção de alimentos, embora prevaleçam os desafios face a estiagem verificada e pragas, sobretudo da lagarta do funil do milho” , realça o relatório do balanço preliminar produzido pela equipa de monitoria, que terminou o seu trabalho há dias.

O documento, cuja cópia AIM teve acesso, alude ainda que a mesma equipa constatou que do trabalho que vem sendo desenvolvido, tendo em conta os locais visitados, nota-se que o número de extensionistas ainda está aquém do desejado, para cobrir as reais necessidades de assistência aos produtores, uma situação que se alia à exiguidade de meios de transporte para elevar a cobertura de assistência técnica.

A equipa visitou as machambas de alguns produtores, bem como mercados dos distritos de Moatize, cidade de Tete, Cahora Bassa, Changara, Mágoe, Chifunde, Angónia e Tsangano.

Segundo o director provincial da Agricultura e Segurança Alimentar, em Tete, a mesma equipa também escalou armazéns de produtos agrícolas, centros de máquinas e infra-estruturas de agro-processamento, entre outros locais. (Angop)

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