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Mnangagwa agradece apoio político de Pequim em viagem à China

O presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, agradeceu hoje ao seu homólogo da China, Xi Jinping, o apoio político de Pequim ao país africano e prometeu fortalecer os laços com o gigante asiático.

Trata-se da primeira visita de Emmerson Mnangagwa à China desde que ascendeu ao poder no Zimbabué, no ano passado.

Xi Jinping deu as boas-vindas a Mnangagwa no decorrer de uma cerimónia formal no Grande Salão do Povo, em Pequim.

“[Emmerson Mnangagwa] é um velho amigo da China e agradeço os seus esforços no desenvolvimento de relações em todas as áreas”, disse Xi Jinping numa declaração inicial. O chefe de Estado chinês também enalteceu os esforços de Mnangagwa para “melhorar a vida do povo” do Zimbabué, mas não especificou.

“Como bons amigos e parceiros do Zimbabué, estamos muito contentes com isto”, completou.

Mnangagwa – que enfrenta novas eleições até agosto deste ano – está sob pressão para trazer o investimento estrangeiro de volta ao Zimbabué, no sentido de aliviar uma grave falta de divisas, desemprego maciço e enormes aumentos de preços.

O presidente do Zimbabué – que usou um cachecol com as cores da bandeira do seu país – agradeceu a Xi Jinping pela receção e recordou o treino militar que fez na China, em 1963-1964.

Nos anos 1960, a China ajudou a treinar e a armar os guerrilheiros do braço armado do ZANU-PF (União Nacional Africana do Zimbabué), que lutavam pela independência face ao Reino Unido. Mnangagwa, de 75 anos, integrou a luta contra a minoria branca na então Rodésia.

Mnangagwa também felicitou Xi Jinping pela sua reeleição como Presidente e pela instituição da sua teoria política na China, o “Pensamento Xi Jinping”.

“Vou levar este mantra para o Zimbabué, na esperança de desenvolver o socialismo no Zimbabué com características zimbabueanas”, disse Mnangagwa.

Esta é a primeira viagem de Mnangagwa desde que Robert Mugabe abandonou o poder, em novembro, sob pressão dos militares. O governo de Mugabe mantinha uma relação morna com Pequim, mas era acusado de corrupção generalizada.

Foi noticiado que parte da riqueza angariada por Mugabe à conta da corrupção terá passado pela China, que entrou cada vez mais na economia e no governo do Zimbabué à medida que as nações ocidentais saíram do país africano devido a questões dos direitos humanos.

Entre os projetos chineses no Zimbabué conta-se a expansão da hídrica Kariba South, de 300 megawatts, pela chinesa Sinohydro, um negócio orçado em centenas de milhões de dólares. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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