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Malária provoca dois mil óbitos no primeiro trimestre deste ano

O cenário é aterrorizador, considera a ministra.

A 7 deste mês, foi assinalado o Dia Mundial da Saúde, com o lema “Saúde para todos”, o que é visto como um sonho distante em Angola.

Neste país, a realidade é outra: a malária continua a somar mortes de forma assustadora, sendo a maior causa de óbitos, seguida da sinistralidade rodoviária.

As deficiências do sector já foram reconhecidas pela titular da pasta, Sílvia Lutukuta, que ao olhar para os dois mil óbitos provocados pela malária, no primeiro trimestre deste ano, considerou aterrorizador.

De acordo com a titular da pasta, a malária continua a ser a principal linha de ataque do sector. Porém fala em dificuldades em termos orçamentais e de recursos humanos, para além de apontar a falta de humanização dos serviços de saúde.

No país existem unidades hospitalares onde profissionais obrigam pacientes internados a comprar os medicamentos na rua, mesmo quando a instituição dispõe de tais fármacos.

Em parte, a população tem tido dificuldades de aquisição de fármacos, muito por culpa de problemas ligados às importações, diz João Barros, da Associação Nacional das Indústrias Farmacêuticas de Angola.

É nesta perspectiva que Ana Pascoal, da Ordem dos Médicos de Angola, refere que “o problema de saúde é multissectorial e não apenas da responsabilidade do Ministério da Saúde”.

A médica cita, como exemplo, a necessidade de aposta séria na melhoria das habitações nas comunidades.

Há também escassez e deficiente funcionamento de equipamentos médicos, e não há suficientes recursos humanos especializados.

Os deputados do VIII Comissão de Trabalhos da Assembleia Nacional visitaram, na última sexta-feira, 6 de Abril, o Hospital Pediátrico de Luanda, e ficaram indignados com o que viram.

Calcula-se que perto de 400 crianças, por dia, dão entrada neste hospital. Deste número, uma média de 60 são internados.

A presidente da comissão que vela pelas questões de Família, Infância e Acção Social, Ruth Mendes, falou à imprensa sobre dura realidade da unidade sanitária, onde morrem cinco crianças, por dia.

A deputada explicou que os profissionais daquela instituição sanitária trabalham com muitas limitações.

Sobre a falta de equipamentos médicos e de recursos humanos nos hospitais, Sílvia Lutukuta disse recentemente à RNA que havia sido traçado um plano para o ingresso de novos profissionais, que foi prejudicado pela nova conjuntura económica. (Voa)

por Agostinho Gayeta

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