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Hospital pediátrico regista aumento de óbitos

Sessenta e duas crianças dos zero aos cincos anos morreram de Janeiro a Março do ano em curso, no Hospital Pediátrico de Menongue, no Cuando Cubango, por várias patologias, contra 32 do período anterior, com destaque para malária com 90 porcento do índice de mortalidade infantil.

A informação foi avançada hoje, sexta-feira, à Angop, pela directora daquela unidade hospitalar, Ilídia Martinho, quando balanceava os primeiros três meses do ano em curso, em que registaram-se 17 mil 815 consultas contra 13 mil 720 diversas do ano de 2017.

Segundo fez saber, das mortes em referência seguem-se as patologias como as DRA (Doenças Respiratórias Agudas), DDA (Doenças Diarreicas Agudas) e as parasitoses, que causaram o internamento, neste período, de mil 762 crianças, contra mil 769 petizes no período anterior.

Deu a conhecer que, em termos de paludismo houve o registo de 11.330 casos, Doenças Respiratórias Agudas 3.548 casos, Doenças Diarreicas Agudas 1308 casos e parasitose 674 casos, sem referências dos casos do período anterior.

De acordo com Ilídia Martinho, as mortes referenciadas são mais de mães que saem nas rurais e muito distanciadas da cidade de Menongue, sempre com estado avançado da doença da malária e outras já mencionadas, uma situação que tem preocupado a instituição sanitária que dirige.

Admitiu que, face a esta situação, a direcção traçou uma estratégia de, em cada dia, antes da realização de consultas, os técnicos realizarem palestras sobre principais métodos de saúde preventiva, dirigidas às mães, no sentido da redução de casos do género de forma contínua.

Por outro lado, apontou como uma das dificuldades que enfrenta o hospital, a falta de medicamentos essenciais para os doentes ambulatórios, que são fornecidos apenas “aritimetre”, mas que para os internados não problemas quanto aos antibióticos.

A falta de espaço maior para internamento, uma vez a capacidade actual é apenas 88, constitui uma outra preocupação apresentada pela directora, uma vez que nesta época de chuva, em função do aumento de casos de paludismo, doenças diarreicas e repetitórias agudas, muitas crianças chegam a ser internadas nos corredores do hospital.

Elucidou que, por exemplo, nesta época chuva, em que o pico da malária sobe diariamente, são consultadas 197 a 200 crianças/dia, em que a maior parte, como é proveniente das zonas rurais, acaba por internar, situação que tem “tirado o sono” da direcção.

O hospital, que é assistido por oito médicos, carece de um médico pediátrico e outro em especializado em neonatalogista e uma sala para o seu funcionamento, numa primeira fase, conta ainda com 32 enfermeiros e 50 funcionários administrativos.

A unidade sanitária possui uma ambulância e uma outra viatura para serviços administrativos. (Angop)

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