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Greve na Movicel: Empresa tem 72 horas para atender caderno reivindicativo

Os trabalhadores da empresa de telecomunicações da Movicel, S.A continuam a reclamar os direitos que dizem estar a ser violados pela direcção da empresa. Reunidos hoje, sábado, 21, num espaço adjacente à empresa, definiram um horizonte temporal para que os órgãos de direcção atendam as suas reclamações

Os sindicalistas informaram que foi apresentado, no dia 15 de Janeiro, um caderno reivindicativo com cerca de 14 pontos, com maior incidência ao reajuste da tabela salarial, com maior incidência as categorias que os trabalhadores exerciam antes do novo classificador salarial (em Novembro de 2016).

“O aumento salarial na ordem dos 75 por cento, enquadrado no reajuste cambial, é um dos pontos principais que deve estar enquadrado neste manifesto, uma vez que os salários estavam indexados ao dólar, e, no caso, a empresa retirou a indexação sem prévia comunicação”, esclarecem os responsáveis.

“Pedimos que fosse revisto o plafond do seguro de saúde, mas a direcção da empresa continua a usar o bálsamo para acalmar a dor, não assume as nossas principais reivindicações”. Neste caso, avançaram, “estamos a dar 72 horas (de segunda a quarta-feira) a direcção da empresa, para que apresentem um negociador com poder de decisão, já que os últimos reunidos não tinham poderes “, sentenciaram

Empresa falida?

Segundo os trabalhadores, a empresa diz que não goza de boa saúde financeira, e defende-se que a crise que a afecta o país afecta também a empresa, mas, dizem os funcionários, há diariamente contratação de novas empresas de prestação de serviços que eram prestadas pela própria Movicel.

“A contratação de técnicos expatriados que deveriam acrescer o valor ao negócio, torna-se inválido porque estes mesmos expatriados tornam-se nossos alunos durante a tramitação de conhecimento”. Dizem

“Uma empresa que não goza de boa saúde financeira, por exemplo, não pode ter nos seus quadros 856 trabalhadores, 200 supervisores, 39 coordenadores, 20 chefes de departamentos, seis chefes de gabinetes, 14 directores..isto é desnecessários”, ilustrou.

“O salário mínimo ronda aos 65 mil kwanzas, mais o salários dos directores ronda aos dois milhões e chefes dos departamentos a 1 milhão e 200.

Direcção da Movicel “fecha-se em cópas”
A nossa equipa de reportagem contactou o director–geral da Movicel, Gianvictório Masseli, via telefónica, este, por sua vez, remeteu tudo para a área de informação da empresa tendo desligado o telefone segundos depois

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