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Governo determinado atender 90 porcento das pessoas com VIH-Sida

O Executivo angolano está determinado em atender 90 porcento das pessoas que vivem com VIH/Sida, fez saber hoje (sexta-feira), em Luanda, o Vice-presidente da República, Bornito de Sousa, durante a reunião da Comissão Nacional de Luta Contra o HIV/Sida e Grandes Endemias, que visa a tomada de medidas adequadas para o controlo de doenças em Angola.

O governante acrescentou que o Executivo angolano reconhece que a epidemia de HIV/Sida e as grandes endemias provocam efeitos negativos à economia e a objectivos estratégicos nacionais, mas apesar das restrições financeiras garante que vai cumprir com as suas obrigações, para o bem-estar das populações.

Durante a abertura do evento, o vice-presidente encorajou ainda os cerca de 50 mil elementos envolvidos no processo de vacinação da poliomielite, sarampo e rubéola, no qual, mostrou-se preocupado pelos efeitos nefastos causados por estas endemias, e garantiu que o Eexecutivo tem trabalhado para cumprir as metas internacionais em relação ao VIH-Sida e outras endemias apesar da crise económica que se atravessa.

Segundo Bornito de Sousa, os dados disponíveis apontam para resultados encorajadores em termos de redução dos números de novas infecções pelo vírus, assim como mortes ligadas ao sida, malária e a tuberculose.

“Precisamos de nos manter nesta senda e melhorar o nosso desempenho a cada dia”, referiu.

O vice-presidente considerou ainda, na ocasião, a tuberculose como uma doença de grande impacto em Angola, com uma incidência estimada em 118 casos por cada 100 mil habitantes, afectando a população com uma faixa etária entre os 15 aos 39 anos, e uma prevalência acima dos 243 casos por cada 100 mil habitantes, situação que coloca Angola entre os países de auto risco e com consequências negativas para economia nacional e a saúde pública.

Bornito de Sousa referiu também que a crise económica não pode ser motivo de se abster das responsabilidades e obrigações do Estado em tão importante sector como o da saúde e bem-estar dos cidadãos.

Entretanto, durante a reunião foi expressa a opinião de que, face à actual escassez de recursos, o governo precisa de definir “as prioridades das prioridades”. Como exemplo, foi defendido que resolver o problema do saneamento básico e da água potável é mais prioritários, neste momento, do que construir novas centralidades. Essas duas questões são determinadas para resolver o problema da saúde pública.

A Comissão Nacional de Luta Contra a Sida e outras endemias estava inactiva desde há oito anos. (Angop)

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